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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Transmutar só é possível se souber aceitar

Ontem, falamos da importância de saber aceitar as circunstâncias e os outros... Porém, e quando as circunstâncias são mesmo trágicas como uma morte de um ente querido ou até de vários, uma doença terminal, uma doença degenerativa, uma violação?!

Será mesmo possível alguma vez aceitar experiências assim tão dolorosas e impactantes?!

Será que nestes casos falarmos de aceitação não soa a ofensa e desrespeito pela dor alheia?

Recordemos Louise Hay cuja vida pontuada de desafios marcantes (vítima de violação, gravidez na adolescência, divórcio e de cancro) foi um testemunho de superação de grandes desafios. Uma pessoa que indiscutívelmente se recusou refugiar num papel de vitima e que deixou um legado maravilhoso de livros, cursos, palestras onde partilhou a sua sabedoria.

Recordemos Steve Hawkins - o astrofísico e cientista britânico - que mesmo tendo esclerose lateral amiotrófica (ELA) produziu descobertas científicas, deu aulas e palestras, escreveu livros, teve filhos, dois casamentos...

O que terão estas pessoas de especial? Porquê que para elas foi possível uma vida com propósito e para muitos outros não?

Falemos de aceitação. Sim, há que aceitar também nestas situações profundamente dolorosas e pelas quais tenho o maior respeito. Há que aceitar a perda, o ato violento, a dor. Negar eventos muito fortes, leva à inconsciência e à fuga da realidade... Mais cedo ou mais tarde o emocional vai operar os seus estragos - vai bloquear a pessoa por completo! Vai impedir a pessoa de ter uma vida alegre e maravilhosa, como todos merecemos.

Sim, por vezes a vida trás desafios muito dolorosos. Sim, coisas más ocorrem a pessoas boas - logo coloquemos de parte a questão do merecimento. E coloquemos também de parte apreciações de cariz moral.

Então e as questões kármicas? Estarão essas pessoas ( e todos nós) a espiar nesta vida erros e falhas de outras vidas passadas?

Pode muito bem ser... Pode ser a experiência que necessita de viver para orientar a sua vida noutra direção ou para descobrir o seu propósito de vida... 

Explorar o porquê é em parte infurtífero pois a nossa capacidade de compreensão só vai até a um determinado ponto. Pode também ser massacrante e contribuir para perpetuar o estado de negação.

Aconteceu, está acontecido e não tem jeito de desacontecer!

Não é o mal que nos acontece que importa de verdade, é antes aquilo que somos capazes de fazer com o mal que nos ocontece.

Por tudo o que venho partilhando acerca deste assunto, concluo por agora com o seguinte: não existem soluções mágicas que nos impulsionem à transformação pretendida... Falo mais em termos de não ser possível fazê-lo num instante, de um momento para o outro, num piscar de olhos...

É mais um processo de crescimento contínuo ao longo da nossa experiência de vida temporáriamente humana...

Mude por si.jpg

Bom fim-de-semana!