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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

A nossa essência - aquilo que não é você!

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Acreditamos mais naquilo que está fora de nós do que em nós próprios. E ao fazê-lo abdicamos do nosso poder pessoal. Claro que o que se passa fora de nós importa, mas não deve ser o nosso centro. O nosso centro deve ser interno, ou seja, aquilo que somos na essência...

Quantos de nós já pararam para reflectir verdadeiramente acerca de si mesmo?! O que será que amedronta tanto e nos leva a adiarmo-nos constantemente?

Eu creio que a base está num certo complexo de inferioridade e de desadequação, que nos leva a temer a possibilidade de encontrarmos mais erros, mais más decisões, mais arrependimentos, se explorarmos o que se passa dentro de nós... Esta falta de autoestima tem a origem na família, na escola e nos grupos onde socializámos. Quem vive numa sociedade judaico cristã, como nós, teve por norma uma educação muito moralista, que valorizou mais o "erro" que o sucesso e gerou adultos inseguros e submissos.

Já outros creio por viverem demasiado em piloto automático, presos a rotinas são incapazes de sair da "bolha"... Sofrem de preguiça mental, estão permanentemente cansados e sem energia, porque são incapazes de viver fora da matriz da vida... Vivem reactivamente... 

Pergunte-se: quem sou eu?

Silêncio. Reflicta.  E evite responder expressando o que sente, ou os papéis sociais que desempenha, ou o que faz profissionalmente... Mais dificil de responder, não acha?!

Que paradoxo da vida moderna! Estamos todos cheios de informações e de conhecimentos (técnicos, científicos...) e vazios de sabedoria.

A base da sabedoria reside num bom autoconhecimento. Esse autoconhecimento servirá de base à descoberta do seu propósito de vida, o qual por sua vez, o auxiliará a definir metas e objectivos para uma vida plena de significado.

 

 

Gente anónima... cidadão comum!

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A História da humanidade faz-se de grandes Homens e do cidadão comum.

Grandes políticos, empresários, desportistas, artistas, actores, cientistas, escritores, líderes, filósofos... Deixaram importante legado à humanidade que em muitos casos se traduziu em conhecimento - e mais ainda - em sabedoria. 

Sem o contributo de Platão, Sócrates, Aristóteles, Hermes Trimegistus, Da Vinci, Tesla, Jesus Cristo, Buda, Lao Tsé Tung, Einstein e tantos outros mais, seríamos mais pobres. As suas mentes brilhantes, as suas descobertas e ensinamentos foram fundamentais para o progresso social, económico, tecnológico e cultural que conhecemos hoje na humanidade.

Porém, muito desse saber ter-se-ía perdido no tempo se não fosse a intervenção de muitos cidadãos anónimos que guardaram essas preciosidades e permitiram que as mesmas chegassem hoje ao nosso conhecimento.

É preciso perceber que o percurso da humanidade não tem sido linear. De tempos em tempos a destruição causada  por epidemias, crises económicas, guerras, e a inquisição ameaçaram esse legado. Valeu a intervenção dessa gente anónima, amante do saber, permitindo-nos que hoje-em-dia possamos estudá-los, revisitá-los e apreciá-los na sua intemporalidade e beleza. E também retirando os seus ensinamentos tão necessários para o nosso progresso individual e colectivo.

Uma sociedade sem história e sem memória, seria uma sociedade sem evolução possível. Estariamos sempre a recomeçar do zero e a perder essas pérolas de sabedoria incessantemente...

Somos todos especiais, únicos e temos todos um papel muito importante, independentemente, dos papéis profissionais ou sociais que representamos na vida.

Se estivermos autoconscientes, responsáveis, agradecidos pelo que temos, solidários com os nossos semelhantes, poderemos expandir ainda mais o nosso ser. Refiro-me a impactar positivamente mais pessoas pela alegria de ajudar (Eu Superior) e não pela popularidade que isso lhe vai trazer (EGO).

Lembre-se: comece dentro de si. As respostas estão em si mesmo e não nas circunstâncias que o rodeiam.

E apesar de estarmos a atravessar uma fase tão delicada quanto esta onde muitas pessoas irão necessitar de apoio médico, económico e psicológico, agradeça pelo que tem e pense em formas de auxiliar quem mais necessita.

Esteja na vida para DAR, sem esperar nada em troca. E não lhe faltará nada...

Reflicta se no seu percurso de vida esteve mais à espera de receber, e se deu proporcionalmente...

A diferença entre informação, conhecimento e sabedoria

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Informação. Conhecimento. Sabedoria.

Creio expressar a opinião da maioria de nós quando refiro que existe uma enorme confusão entre estes três termos actualmente. E porquê que importa definir e diferenciar estes termos numa altura tão conturbada como aquela em que vivemos? 

Ora estão a surgir catadupas de informação e de contra informação (fake news) acerca deste problema do virus, e creio que nunca como agora me pareceu tão oportuno diferenciar estes conceitos para podermos individualmente avaliar e triar as informações que circulam e evitarmos ser lubridiados por oportunistas, ou pior ainda, deixar-mo-nos contaminar por informações infundadas.

A informação são um conjunto de dados (referentes a números, a pessoas, lugares ou qualquer coisa) processados dentro de um determinado contexto em números e símbolos. Como são dados processados, e não a realidade em si mesma, estão sempre sujeitos à subjectividade de quem processa a informação (familiaridade do sujeito com os dados, as suas crenças, os seus valores). Um exemplo disso são as estatísticas, as notícias, as sondagens. Também as fake news se enquadram aqui como uma contra informação que tem em mente produzir uma determinada reação no público.

O conhecimento é o estado de conhecer algo através da compreensão, de estudos comparativos e de conceitos, ou seja, implica uma construção por meio do raciocínio lógico, intuição, insight e experiência. Assim, através da associação de várias informações acede-se a uma maior compreensão da realidade. No conhecimento há mesmo um movimento de expansão e ampliação do entendimento. Esse é o caso do conhecimento científico.

Os factos mudam, a informação muda e consequentemento o conhecimento nunca é absoluto - ele é sempre relativo ao contexto e ao momento que se vive.

A sabedoria não tem prazo de validade. A sabedoria consiste em saber o que fazer com qualquer conhecimento. Como utilizá-lo de forma moderada, prudente e profícua. A sabedoria consiste em manter a serenidade face ao inesperado. Consiste em ter flexibilidade e compreender a relatividade absoluta do momento presente.

Demasiado abstracto?

Para auxiliar vou contar uma história que não é da minha autoria mas que achei muito apropriada.

Um dia dois discipulos pediram ao seu mestre que lhes explicasse a diferença entre conhecimento e sabedoria.

O mestre disse: " Amanhã de manhã coloquem 20 grãos de feijão nos sapatos, 10 grãos em cada pé e subam até ao ponto mais alto da montanha da aldeia".

No outro dia lá estavam eles. E enquanto um se queixava continuamente e chegou ao topo com o rosto marcado pela dor, o outro apresentava-se radiante.

Então ele virou-se para o seu companheiro e perguntou: "Como é que você conseguiu chegar aqui tão fresco e eu sofri um suplicío?"

E o outro respondeu: "Meu caro, ontem à noite eu cozi os 20 feijões"

Não confunda conhecimento com sabedoria.

Um ajuda a ganhar a vida e o outro constrói-a. Saibamos cozinhar os nossos feijões.