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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Não espere resultados imediatos

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Há coisas na vida que parecem surgir de forma imediata e outras que não... E será que essas coisas imediatas surgiram mesmo de forma imediata? Será que não são o fruto do que se fez no passado?

Um negócio bem-sucedido não se constrói de um dia para o outro... Uma doença não surge de um dia para o outro... Um relacionamento não termina de um momento para o outro...

Tudo teve um caminho com antecedentes bons ou maus.

O caminho para uma meta nem sempre é uma linha direta. As coisas por vezes tem de piorar para melhorarem. Saber fazer uso da tolerância, da paciência e da criatividade para encontrar alternativas e soluções aos desafios do dia-a-dia é muito importante.

Sim, saber ser tolerante e paciente é um recurso imprenscidível para uma  vida bem sucedida e tem três componentes:

- Compreender as falhas e limitações dos outros abrindo caminho à compreensão e compaixão.

- Aceitar as suas próprias falhas e perdoar-se abrindo caminho à autoconfiança e autoestima.

- Aceitar as circunstâncias exteriores com sensatez: impondo limites numas situações e deixando passar outras menos importantes, abrindo caminho à maturidade e aceitação.

Podemos ganhar na loteria, ter uma ideia ou invenção revolucionária... Mas será que isso ocorreu no imediato ou será que levou tempo? Um período de tempo em que alimentámos pensamentos, sentimentos e ações positivas ou negativas que desencadearam esse resultado?

O que acham?!

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O fruto das nossas acções...

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O que está a viver hoje na sua vida e na sua saúde, bom ou mau, saiba que são em grande parte, fruto de decisões e de comportamentos do passado. Por isso, só vai recolher os benefícios do que faz hoje, no seu futuro.

Logo se está a fazer tudo direitinho... continue! Não desista! Continue mesmo que não observe já resultados, ou se os resultados que obtém estão aquém do que gostaria. Isto aplica-se a dietas, relacionamentos, auto estima, expansão da consciência...

Seja preseverante e resiliente!

Mantenha os bons hábitos alimentares, faça exercício, medite, faça as coisas que gosta, cuide de si sem pensar que está a ser egoísta.

Não desespere! Vai melhorar!

Você tem uma maior capacidade de autocura e de auto-regeneração do que julga!

Vivemos numa realidade onde as pessoas são impacientes. O consumismo e a tecnologia só nos tornaram mais impacientes. Antes os transportes eram escassos e com horários condicionados, hoje temos transportes para tudo o que é lugar em horários diversos e regulares. Antes escreviamos cartas e tinhamos de aguardar que chegassem ao destinatário, hoje temos mails, redes sociais, mensagens de texto, telefones e telemóveis que tornam a comunicação imediata, esteja onde estiver no mundo.

Queremos soluções mágicas... Por isso tanta gente se refugia nos medicamentos, na comida, na bebida...

Queremos tudo para ontem e só acreditamos que algo é bom se der resultados imediatos, pois ninguém tem paciência para esperar! No entanto, muitas coisas que são benéficas para nós e para a nossa saúde e bem-estar, de um modo duradouro, são conquistadas. Requerem disciplina e trabalho. E requerem coragem e foco. E necessitamos de saber esperar, de ter paciência e tolerância...

Tudo começa e acaba dentro de nós. Esta é a dolorosa verdade. Somos nós que criamos a nossa própria infelicidade com maus hábitos, maus pensamentos, maus sentimentos. Tudo é gerado pela nossa mente, como brilhantemente referiu Louise Hay, e muitos mais depois dela, inclusivé a doença, a realidade em que vive e as pessoas que o rodeiam.

Tente levar a vida de uma forma mais relaxada. 

A vida é uma experiência à qual é impossível sobreviver! O que importa é viver com significado, paz e amor.

 

 

 

A paciência em tempos de covid 19

Temos vindo a falar de verdade.

A Verdade aquela que é única, intemporal e absoluta, nada tem a ver "com a sua verdade" a qual corresponde à sua forma de ver a realidade segundo as suas crenças, hábitos e valores.

A Verdade da qual falo une e não divide. Reside no interior de nós e não na nossa realidade ou circunstância de vida. Não é uma opinião expressa. Não se diz. Sente-se com o nosso coração.

Dito isto, este texto é da minha inteira responsabilidade e não se insere numa ideologia partidária ou política. Sigo o meu coração. Porém, expresso uma opinião o que fará com as palavras expressas sejam limitadas... Possam ser distorcidas e mal interpretadas.

Ao falar de paciência não resisto em mencionar o caso de Anne Frank e da sua família, refugiados num sotão em Amesterdão durante dois anos, em plena segunda guerra mundial , até serem encontrados pelos alemães e levados para um campo de concentração.

O seu relato de jovem adolescente comoveu gerações de leitores pelo mundo fora. No seu diário reflectiu acerca das personalidades e relacionamentos dos vários elementos da sua família. Aquele diário foi a "bóia" salvadora da sua sanidade mental, em tempos difíceis de isolamento. 

Recentemente, soube também  de uma sobrevivente judia que viveu dois anos num poço seco e outros três anos no gueto de Varsóvia, sem banho, subnutrida e sem afecto e proteção. Ela também é um exemplo do que é ser paciente e resiliente. 

O povo português tem sido elogiado pelo governo pela sua autodisciplina. E apesar de vermos povos menos respeitadores dos seus estados de emergência, acho que não temos sido assim tão "bem comportados"...

O nosso confinamento aqui num país ocidental e europeu, será muito mais fácil de suportar que num país não desenvolvido e super populoso da américa latina ou ásia...

Temos água, abrigo, comida, tv, internet, telemóveis e telefones...

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Na estratégia de combate ao virus existem dois caminhos: o confinamento social e paragem forçada da economia ou a estratégia de imunidade de grupo - argumento muito defendido pelos mais economicistas.

Na net vejo pessoas degladiarem-se por uma e por outra alternativas. 

Na minha opinião pessoal, no nosso país a primeira estratégia era a única possibilidade que tinhamos. Não só devido às fraquezas no nosso SNS (Serviço Nacional de Saúde) mas também porque se o caos se instalasse, não dúvido que a contestação social interna seria tremenda e seria impossível governar este país sem a confiança  do seu povo.

Sim, o nosso SNS não tinha equipamento (de proteção, ventiladores e camas, hospitais suficientes) e recursos humanos suficientes para enfrentar esta pandemia. Se calhar, ainda não tem... Logo, só diminuindo a incidência do número de casos de covid 19 se criam condições para uma resposta mais condigna. Que não é a ideal, como o sabemos.

Ah, mas isso terá custos económicos elevadíssimos!... Sim, terá... Já está a ter. Porém, com o que se passa pela europa fora e pelo mundo fora, e sendo Portugal um país mais consumidor que produtor, como não seríamos afectados económicamente? Isso era uma impossibilidade! Não somos autosuficientes em termos produtivos, mas concordo que teremos de apostar mais no sector primário e secundário, daqui para a frente.

E já que falamos de economia, sendo o turismo o sector que gera mais receitas, será que alguém consegue avaliar os custos que teria para o sector uma imagem de um Portugal com taxas elevadas de mortalidade e de infectados?

Quanto ao argumento da imunidade de grupo... Eu coloco imensas reticências neste argumento! 

Não é ético permitir o contágio generalizado de uma população sem realizar um esforço de contenção do fenómeno. E não, não me refiro a proteger apenas idosos e doentes crónicos. Morrem pessoas de várias fachas etárias porque na verdade ainda há muito que não se sabe acerca deste virus.

Quem refere os exemplos da Alemanha e dos países nórdicos esquece um pormenor importante: culturalmente somos um país do sul. Temos mais a ver com gregos, italianos, franceses e espanhóis do que com os nórdicos e alemães.

Isto não ía correr como dizem estar a correr lá nos países do norte. Não temos os recursos humanos, técnicos e os equipamentos deles. Ponto.

Sentir-se-ía bem consigo mesmo num cenário em quem vivesse vivia e quem morresse , morria? Sentia-se seguro e confiante? 

Sim, vão existir mais contágios e mortes. O que se fez foi achatar a curva de incidência. Não vamos ficar todos bem.

A não ser que se descubra uma vacina ou tratamento eficaz vamos ter de continuar a viver com esta ameaça. Ou outras que possam surgir ainda. Recordemos a trilogia guerra, peste e fome. Já temos as primeiras...

Não foi somente o nosso país que parou. O mundo parou.

Como vai ser daqui para a frente? Ninguém o sabe bem.

Uma coisa sei, seja paciente. 

O contexto actual requer paragem e reflexão individual e colectiva.

Pare e reflicta.

Seja responsável.

Por si e pelos outros.

Você não é uma ilha. As suas ações tem reflexo em todos nós.