Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Mude por si mesmo

EU SOU EU SOU, 03.11.20

Mude por si.jpg

Muitas vezes senti o apelo de mudar aspectos em mim... Porém, na generalidade das vezes o que me impulsionava a fazê-lo eram motivos que me eram externos... Uma circunstância, uma pessoa, uma dor, uma decepção... Uma vontade de impressionar ou de provar algo...

Há três anos atrás eu fiquei finalmente preparada para, pela primeira vez nesta minha vida, MUDAR POR MIM MESMA! Só que eu não o sabia ainda... A diferença relativamente a momentos anteriores foi uma importante tomada de consciência: eu concluira que um conjunto de circunstâncias se repetiam na minha vida e ao invés de culpar os outros  (como era habitual) achei de forma profunda que eram indicio de que deveria mudar algo em mim... E de que eu devia estar a fazer algo de errado! Onde estaria a falhar?!

Então, comecei a ler, a frequentar cursos e workshops na área do desenvolvimento pessoal... E o que eu descobri, eu não o esperava!

Ao invés de descobrir erros e falhas pessoais, e razões para me sentir mais diminuida ou falhada, apenas descobri que não estava a tratar-me com o amor e o respeito que merecia. Já repararam que ninguém nos ensina isto? Nem na escola e nem em casa... Muitas vezes até somos censurados e acusados de egoístas se procuramos cultivar os próprios interesses, tempo para nós próprios, tempo para reflectir ou meditar...

Mudar é possível! Transformar-mo-nos em alguém mais equilibrado, presente, consciente e auto-realizado é possível! Expandirmos o nosso SER, conectarmo-nos connosco mesmos na nossa essência... Sim, é possível! Sim, é maravilhoso! E porém, requer um trabalho constante e diário e uma atenção plena, porque apesar de fantástico é trabalhoso. Se não o fosse assim qualquer um conseguiria, e apesar de alcançável por qualquer um, não é qualquer pessoa que se predispõe a sair ou a alargar a sua zona de conforto e a confrontar as suas crenças limitantes interiores.

Já mudei muitas coisas em mim nestes anos de existência... Especialmente dos últimos três anos para cá... E há muitas outras que procuro ainda mudar, e com determinação, alguma autodisciplina, pontuada por compaixão e amor para as minhas próprias falhas e paragens (que muitas vezes tenho necessidade de fazer)... Eu irei avançar, ao meu ritmo e dentro das minhas capacidades, as quais já vi que podem ser expandidas muito para além do que eu esperava!...

Não aceito aquela coisa da canção da Gabriela Cravo e Canela:"Eu nasci assim, eu fui sempre assim"... Que horror estar sempre no mesmo ponto! Que terrível ser tão obstinado ao ponto de se recusar a mudar, a evoluir e a progredir!

Afinal, vida é uma escola.... 

Decidir sem agir... ou decidir e agir!

EU SOU EU SOU, 27.07.20

Choices.png

 

Tomar decisões sem tomar ações não serve de nada! Fazemos sempre muitos planos mas se não entrarmos em ação, esses sonhos e essas intenções esfumam-se no ar! Não servem para nada!

As decisões impactam-nos em todos os campos das nossas vidas. Se pretendemos vidas eficazes e autorealizadas, temos de saber tomar decisões. Nas sociedades primitivas as pessoas eram treinadas a tomar decisões através de histórias que se contavam - histórias de exemplo e de superação e histórias de colossais erros e falhanços! Infelizmente, perdeu-se esse hábito de contar histórias e nas escolas não se treinam competências de decisão.

As decisões também são escolhas - optamos por umas coisas e abdicamos sempre de algo. São escolhas que fazemos tendo por base o tipo de vida que ambicionamos para nós e os nossos valores, isto se assumirmos a total responsabilidade pela vida que levamos. Agora se não o fizermos, estaremos a dar aos outros o poder de nos influenciarem a sermos o que querem que sejamos, e não quem somos de verdade.

As pessoas só mudam de verdade quando o desejo de mudar supera o desejo de permanecer na mesma!

Semeie a semente...

EU SOU EU SOU, 16.04.20

Semear.png

Ninguém inicia um processo de mudança, ou de desenvolvimento ou de transformação pessoal se não se sentir profundamente cansado e frustrado consigo mesmo e com a vida que leva e com os resultados que obtém. Richard Bandler chamou a isto de ponto BASTA. O nome diz tudo. É aquele ponto em que você está "fartinho da silva" e está finalmente preparado para enfrentar a vida, começando dentro de si mesmo e não fora. Um novo paradigma! Já que a maioria dos seres humanos vive obsecado com o que se passa fora de si. É assim que nos educam: a comparar-mo-nos, a competir, a definir metas que os outros querem para nós (mas que não nos pertecem de verdade), a correr sem parar!

É necessário uma boa dose de coragem para viajar ao interior de si mesmo. É doloroso. Eu pensava que a dor seria a de descobrir mais defeitos, falhanços e incapacidades pessoais. Naquela lógica de algo se deve de passar comigo, que estou "partida" (broken) ou que devo ter algum problema.

Afinal, a dor é a de descobrir que perdi imenso tempo a pensar assim dessa forma auto-depreciativa e reactiva... Que passei um "tempão" a sobreviver ao invés de viver, e a adiar-me uma e outra vez!  E o tempo passou, os anos passaram e parece que a vida evoluiu de forma circular... E evoluiu mesmo!

O que a minha viagem de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal me trouxe, foi algo inesperado! Foi a descoberta de que sou um ser único e especial. Que tenho talentos ilimitados! Que em mim moram sonhos e metas que eu conscientemente já nem me lembrava... Muitas abandonei no final da minha adolescência. Que posso realizar esses projectos se me colocar em ação com disciplina, foco e muita determinação. Que nunca é tarde demais. Só se eu decidir pensar que é tarde demais.

Tudo isto que eu já tinha dentro de mim, não tinha era consciência disso. A surpresa é descobrir qualidades, competências, valores e princípios.

Claro que também me confrontei com aspectos menos positivos da minha personalidade. E não tem problema! Há que ser responsável e ter a humildade de aceitar criticas construtivas relativamente a pontos que devemos melhorar. E depois trabalhar para efectivamente melhorá-los.

O aspecto que mais me emponderou, foi ter tomado a consciência de que ninguém me fez nada que eu não tivesse permitido. Isto foi mesmo mind blowing. Como assim?!!!

Tomei consciência que permiti muita coisa negativa ao dar muita importância a certos eventos ou pessoas - o exterior. Deixei que isso condicionasse o meu pensamento e a minha actuação. Permiti quando escolhi focar o que me desagradava face ao que me agradava. Também silênciei-me quando deveria ter falado, e falei quando deveria ter estado silenciada.

Há pessoas que tem experiências de vida tão piores que a minha e tiveram a capacidade de construirem uma vida para elas próprias cheias de significado - já vimos aqui a biografia de Louise Hay, por exemplo. Logo, a vida que levamos é reflexo do que escolhemos ser e não daquilo que nos acontece. Temos assim uma escolha inconsciente a fazer: vitimas ou autores da própria vida.

Todas as pessoas interessadas por esta área, quando a iniciam, pensam adquirir um conjunto de ferramentas que lhes permita mudar os outros ou mudar o mundo.

A primeira descoberta que fazem é que deverão ser o seu primeiro próprio cliente, e essas ferramentas tão boas, deverão ser usadas em primeiro lugar para a sua própria autoexploração e mudança. E depois, que o único mundo que podem verdadeiramente mudar - é o seu mundo interior! Se o conseguirem, tudo mudará!

A segunda descoberta, relaciona-se com o que falei logo no início deste texto, só é possível auxiliar quem está aberto a receber essa ajuda. Não há mudanças impostas, por muito boa intenção que tenha. Exactamente, por muita capacidade de argumentação e conhecimentos que tenha ninguém muda assim...

As pessoas mais recetivas são pessoas que estão nesse ponto BASTA e  querem sair dele, mas não sabem muito bem como o fazer.

Aí, plante a semente!