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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

A minha dor de barriga...

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O EGO é uma  parte da mente do ser humano que alimenta pensamentos e emoções de interesse próprio,  e nos leva a agir a favor daquilo que nos agrada e contra o que nos desagrada . Ele reune as nossas várias experiências de vida e oferece-nos um caminho a seguir.

O ponto positivo do EGO é que ele faz tudo para nos manter vivos e reune uma série de ferramentas e estratégias para resolvermos os problemas que aparecem na vida.

O ponto negativo do EGO é que ele acha sempre que nós é que temos sempre razão. Ele gosta de ter razão e de nos impelir a agir como pensamos, quer estejamos certos ou errados em relação a uma determinação situação ou contexto. Faz-nos entrar em piloto automático e a reagir reativamente ao que acontece.

Assim, o EGO tem dificuldades em ter abertura a outras perspectivas e leva-nos a repetições... Lembre-se de uma frase muito divulgada: "Mesmas reações mesmos resultados. Se quer resultados diferentes tem de procurar estratégias diferentes"...

Como não o podemos eliminar, e até necessitamos do EGO para o nosso próprio crescimento pessoal, apenas o podemos controlar através do desenvolvimento da nossa capacidade de autoavaliação. Perceba pois, que esses pensamentos ruminantes gerados pelo EGO o conduzem para o passado (depressão) ou para o futuro (ansiedade), tirando-lhe a capacidade de se focar no momento presente.

Se não se esforçar por controlar o seu pensamento, acaba por ficar escravo dele. E se você não sabe para onde vai, qualquer caminho serve...

Vou usar aqui uma metáfora: imaginemos que "viver a vida" fosse conduzir um carro. Se você fosse no banco de trás (completamente ao acaso), ao invés de ir no lugar do condutor, viveria completamente escravo desse acaso. Assim, se pretende estar no comando da sua vida, procure controlar o seu EGO, seja aberto a perspectivas diferentes da sua (pode ter acesso a perspectivas diferentes lendo, frequentando cursos, falando com pessoas que admire (mentores)), pratique a meditação, as afirmações positivas, e registe os seus pensamentos negativos mais recorrentes.

O nosso EGO leva-nos a pensar que a "nossa dor de barriga" é sempre maior que a do outro. Torna-nos egoístas e insensíveis aos outros, por isso tome muita atenção ao seu diálogo interno.

Sempre que ficar obsecado com certos pensamentos de raiva, revolta, vontade de atacar, sentimento de vitimização, irritabilidade... Você está com o seu EGO exarcebado! Isso é muito prejudicial para si porque estará conectado com energias de baixa vibração que prejudicam imenso a saúde física e mental e levam-nos a atitudes precipitadas.  Neste estado, raramente tomamos as melhores decisões... Raramente temos o discernimento para racionalizar os acontecimentos. Podemos cometer erros irreparáveis como discussões sem sentido com pessoas que amamos, agressividade verbal ou física, decisões precipitadas...

Não se iluda, uma coisa é promover a autoestima e o amor próprio, e outra é promover o EGO. Se promover o seu próprio EGO é o mesmo que achar que deve ter orgulho nos seus defeitos, e se o fizer, como é que acha que pode evoluir e expandir-se como ser humano, e construir a vida que sempre sonhou?

Vai estar sempre a repetir o mesmo de sempre... E haja paciência para nos aturarem quando entramos neste estado egóico! É como lidar com uma criança mimada!

Lembre-se: mesmo pensamento, mesmo sentimento e mesma ação, mesmo resultado!

Simples quanto isto!

Não basta compreender esta questão do EGO intelectualmente. Nós só compreendemos verdadeiramente algo quando "sentimos" que isso é verdadeiro para nós e passamos a praticar. Isto é quando nos cai a "ficha". Até lá, e por muito que leia e tenha vontade de mudar, nada muda se você não mudar intrinsecamente.

É você que tem de mudar. Ter mais humildade e atenção ao que se passa dentro de si. Não há atalhos, nem soluções mágicas, nem são os outros que o vão "resolver".

Também não são as circunstâncias... Afinal, se estiver mínimamente atento, verá pessoas em circunstâncias muito mais dificeis que você, e que são mais agradecidas e felizes com o que tem, do que você é...

O EGO adora fazer de nós umas vítimas. Vítimas dos outros, das circunstâncias... "Porquê que isto me acontece sempre?!!!" Nesse estado de tristeza e amargura, sentimo-nos impotentes e sem recursos.

E existe sempre uma alternativa, uma solução criativa... Mas só vamos aceder a ela se aceitarmos o que nos sucedeu. Assim, ao invés de analisarmos o que nos aconteceu, como e com quem, devemos analisar o como sair dessa situação. Na vida é tão importante saber aceitar o que nos acontece como ter a inteligência e a criatividade de buscar alternativas para os nossos problemas, de uma forma assertiva e respeitadora de nós próprios e dos outros...

Saber aceitar o que nos acontece não significa compatuar com ofensas e injustiças à nossa integridade. Significa conseguir estar acima do acontecimento, preservar a nossa estabilidade emocional.

Afinal, somos todos UM!

 

 

 

O bom-humor faz bem!

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Pela sua saúde, física e mental, não leve a vida tão a sério... Não se leve tão a sério!!!

Já reparou como as crianças são alegres, relaxadas e sorridentes? Elas sabem rir de si mesmas e da vida. São inocentes e puras. Gostam de brincar, de dançar, de contar histórias e anedotas. Vivem no presente. 

Enquanto crescemos e torna-mo-nos adultos, recemos muita pressão: dos pais, da família, dos amigos e vizinhos, dos professores. Todos tentam incutir-nos cultura, hábitos, normas de conduta, expectativas, uma certa noção de como viver a vida... A maioria não o faz conscientemente ou com má intenção, pois também eles foram sujeitos a este processo de culturização.

Começamos a desenvolver inseguranças... Começa a nascer em nós um sentimento de desadequação e de dúvida  acerca do nosso potencial. E chega um momento em que nós próprios nos tornamos no nosso pior carrasco...

Começamos a desenvolver um diálogo interno negativo e autodepreciativo. Comparamo-nos aos outros. Entramos em competição com os outros ou connosco próprios. Achamos que temos de provar algo... Só quem não se basta a si mesmo tem de provar algo. Se se aceitar como o ser maravilhoso, especial e único que é, não precisa de provar nada a ninguém, nem a si mesmo. Só tem de SER. Quando assimilar isto na sua vida prática vai sentir-se liberto... aliviado...

Quando criamos uma "persona" assente em tudo o que assimilámos como "o que se deve fazer para viver a vida" abdicamos do nosso poder pessoal. Uns mais... outros menos... Mas começamos a valorizar mais o que se passa fora de nós, o que os outros pensam de nós, ou aquilo que nós pensamos que os outros pensam de nós, aquilo que nos acontece, os resultados que obtemos face às expectativas, o que nos dizem...

Em suma, desconectamo-nos da nossa essência original. Ficamos num estado de carência e tentamos preencher esse vazio com disparates! Uns com alcool, tabaco ou excessos alimentares, outros com compras compulsivas, outros com pensamentos obsessivos ou com outras coisas... Só que nada disso é uma boa solução, quanto muito agrava a falta de sintonia connosco mesmos...

É que o ponto de partida está errado: partimos do principio que algo deve estar mal ou de errado connosco e que temos de nos ajustar! Que não somos bons o suficiente! 

Quando na realidade intrinsecamente já temos tudo aquilo que precisamos para viver. Somos especiais, temos recursos, somos divinos.

Por isso, apostar no crescimento e desenvolvimento pessoal é um processo de DESAPRENDIZAGEM. Há muitas coisas que assimilámos na nossa transição para a vida adulta e que temos de abandonar, como "bagagem" não necessária que só nos pesa e impede de avançar rumo a uma vida com maior contentamento, paz e espiritualidade.

De facto, neste processo de crescimento caem muitas "fichas", ou melhor dizendo, caem muitas "verdades" em que acreditámos por longos anos e que nos atormentaram e contribuiram para a nossa infelicidade.

Ao libertar-mo-nos do que já não precisamos e que não está em consonância com a pessoa em que nos tornámos, cria-se um espaço na nossa mente. Nesse espaço podem germinar novas prioridades, novos projectos, novas metas, tempo para si e para a família. Uma nova vida - renascemos!

Assim, nos bons momentos e também nos mais desafiantes, evite perder o seu bom-humor. Ter humor é conectar-se com a sua criança  interna (que apesar de muito negligenciada) ainda habita em si. É manter acesa a chama da esperança e da inocência.

 

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Uma história real de vida...

A 8 de Outubro de 1926, em Los Angeles, Califórnia,  EUA, nasceu uma menina como tantas outras.

Quando tinha apenas 18 meses os pais desta menina divorciaram-se e a mãe vendo-se sózinha teve de ir trabalhar deixando-a aos cuidados de uma família. Reza a história que a menina não parou de chorar durante 3 semanas obrigando a mãe a deixar o emprego como doméstica interna, para cuidar dela.

Uns tempos depois a sua mãe casou novamente sem que ela nunca soubesse se fora por amor ou apenas para assegurar um suporte financeiro. Infelizmente, não foi uma união muito feliz pois o padrasto provinha de uma família alemã muito austera e brutal. A mãe dela voltou a engravidar e teve outra menina que nasceu pouco depois da Grande Depressão de 1930.

Era um ambiente familiar onde reinava a violência.

Com apenas 5 anos a menina da nossa história foi violada por um vizinho que diziam ser louco. O homem foi levado a tribunal e condenado a quinze anos de prisão e ela viveu anos apavorada que ele a procurasse para se vingar...

A maior parte da sua infãncia foi então passada a suportar abusos sexuais e físicos e muito trabalho forçado. Começou então a sofrer de falta de autoestima.

Com quinze anos fugiu de casa e da escola encontrando um trabalho num restaurante. Teve relações esporádicas com vários homens e com dezasseis anos deu à luz uma menina. Como não tinha nem condições financeiras nem mentais para a criar deu a criança para adopção a um casal sem filhos. Partiu quando a criança tinha cinco dias e nunca mais a voltou a ver até ao fim dos seus dias.

Voltou à casa onde a mãe vivia com o padrasto e ofereceu-lhe a oportunidade de fugir com ela. Ela aceitou. Porém, a irmã de dez anos ficou com o pai o qual a tratava muito bem.

Ajudou a mãe a encontrar um trabalho e um local onde viver condignamente e partiu para Chicago com uma amiga.

 Depois de vários anos a fazer biscates em Chicago seguiu para Nova York onde se tornou modelo de alta costura. Aí conheceu um inglês muito correcto e elegante e chegaram mesmo a jantar na Casa Branca.

Após 14 anos de casamento o marido anunciou-lhe que pretendia casar-se com outra. Foi um rude golpe.

Certo dia de primavera, um numerologista disse-lhe que a sua vida iria mudar no outono, após um determinado acontecimento.

Foi a um encontro da Church of Religious Science em Nova York e de repente a sede por aprender nunca mais acabava... Estudou meditação transcendental, frequentou a universidade com empenho e estudou metafísica. Escreveu o seu primeiro de muitos livros "A Saúde de A a Z" e começou aos poucos a divulgar como certas causas metafísicas podem estar na origem de diversas doenças físicas.

Certo dia, diagnosticaram-lhe um cancro vaginal. Não ficou surpreendida que a doença se manifestasse aí, dados os seus antecedentes com violações.

Não aceitando a palavra incurável, empenhou-se em cuidar de si mesma. Achou  que se a mente lhe tinha criado um cancro também o podia curar e evitar uma operação. Durante seis meses parou com a sua atividade profissional e pesquisou vários métodos alternativos que a ajudassem no processo de cura: produtos naturais, reflexologia, eliminou as comidas de plástico e passou a comer comida vegetariana, três lavagens ao cólon por semana e recorreu a um terapeuta para aprender a gerir a raiva  recalcada e o ressentimento batendo em almofadas e gritando com raiva. Isso aliviou-a muito. Começou também a trabalhar em afirmações positivas constantando que as mesmas eram extremamente poderosas na elevação do seu estado de espirito.

Seis meses depois e não tinha qualquer vestígio de cancro! Vencera mais uma batalha!

Regressou a Califórnia com o seu livro "A Saúde de A a Z" e começou a frequentar grupos New Age que por lá proliferavam.

Certo dia, a irmã ligou-lhe para lhe comunicar que a mãe agora com 90 anos cegara e era quase surda, e tinha caído e partido a coluna. Este evento permitiu-lhe apaziguar-se com a mãe e a irmã. Levou a mãe para a sua casa e encontrou uma pessoa para cuidar dela enquanto ela investia na divulgação do seu trabalho. A mãe recuperou mobilidade, tendo posteriomente falecido em 1985.

Na década de 80 a SIDA foi revelada ao mundo. Foi o pânico e a estigmatização dos homossexuais.

Ela criou um grupo de autoajuda onde dava palestras motivacionais, ouvia as pessoas doentes e dava aconselhamento e partilhava informação. Chegou a reunir 400 e até 600 pessoas de cada vez. O Hayride Support Group ainda existe em West Hollywood.

Ela era... Louise L. Hay! A maior escritora motivacional e de livros de autoajuda até aos dias de hoje. Morreu em 2017 com 91 anos, durante o sono. (Adaptação livre da sua história de vida escrita pela própria em "Pode Curar a Sua Vida").

Admito a minha resistência durante diversos anos em ler os seus livros por ter uma imagem demasiadamente comercial, o que me desagradava. Fiz o meu percurso com outros autores que também muito prezo.

E assim foi até ao dia em que li o "O Poder está dentro de Si" e fiquei rendida à simplicidade da sua linguagem e à sua capacidade de transmitir tranquilidade, amor e compaixão. Só coisas boas, portanto.

Louise Hay teve uma vida com muito sofrimento e dor, e também, de alguma solidão e falta daquele carinho familiar tão importante para nos tornarmos pessoas equilibradas e saudáveis.  Com aqueles ingredientes teria sido fácil ter seguido o caminho da marginalidade...

Teve uma vida bonita.

Tenha você também!

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O nosso poder pessoal

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Covid 19, quarentena, isolamento social, teletrabalho...

Em poucos meses a realidade como a conhecíamos e vivíamos foi  drásticamente alterada. As nossas rotinas, os nossos relacionamentos, o trabalho, a escola dos nossos filhos, o acesso a instituições públicas e privadas... Tudo teve de ser repensado e alterado. Creio que nunca mais serão o mesmo.

Existe uma ameaça invisível e aterrorizadora, que ceifa vidas de idosos, de pessoas imunodeprimidas e de mais jovens também. Um vírus - o coronavírus. Uma doença - o covid 19.

Como se isso não bastasse a torrente de informações que circula na TV e nas redes sociais traz notícias verdadeiramente alarmantes de mortos e de contágios por todos os países do mundo, lembrando-nos da pior forma que estamos todos ligados e interdependentes. Logo é inevitável sentir medo e apreensão pelo futuro. A segurança é afinal uma necessidade básica e fundamental para qualquer ser humano, já o dizia Maslow.

Viver sem segurança é um salto no vazio. Na incerteza. O nosso EGO não quer isso. Quer segurança e controlo mesmo que seja puramente ilusório.

Também a solidão imposta pela quarentena ou pelo isolamento social é tão incómoda ao nosso EGO ( o ser humano é um ser iminentemente social) e vivíamos a era da globalização e da circulação mundial de pessoas e de mercadorias... Porém, na realidade, as pessoas já viviam sós nos seus computadores, telemóveis e redes sociais há muito tempo. Perdera-se muito o hábito de conversar nas famílias e na sociedade, de um modo geral.

Sejamos honestos esta situação do vírus causa sofrimento a todos. Não estavamos preparados. Estávamos tão habituados às nossas rotinas, às ruas sempre cheias onde caminhávamos despreocupadamente, tinhamos uma vida que não sendo perfeita (longe disso) era confortável e segura...

Será que o era mesmo?!

Não estaremos todos desde sempre a viver numa enorme ilusão de que controlamos o que se passa fora de nós quando na realidade nem o que se passa dentro de nós controlamos? Vou deixar este tema para outro post.

Numa situação de emergência de saúde, com a economia quase parada, como posso eu sentir que tenho algum poder sobre toda esta situação? - podem perguntar-se.

Há de facto variáveis que não estão sob o nosso controlo: as medidas do governo, as respostas do nosso SNS (Serviço Nacional de Saúde), o comportamento dos portugueses que vão para a rua passear ou para as praias,  o Trump, o Bolsonaro, a China...

Você só tem poder sobre o seu próprio comportamento, pensamento, emoções e decisões que toma. E olhe que isto já dá uma grande trabalheira se você realmente levar a sério o seu próprio desenvolvimento pessoal!

Empenhe-se em pensar positivo SEMPRE. Agora com esta crise mundial isto ainda se torna mais necessário. Ser positivo é ter coragem, ser criativo, estar do lado da solução e não do problema, é manter a chama da esperança acesa, na certeza de que isto também irá passar. 

Todos os dias pense positivo. Pesquise na net frases positivas e selecione uma que lhe agrade particularmente. Escreva-a num bloco de notas ou caderno. Reflicta acerca dela. Vai sentir-se melhor no final.

Tente estar atento às suas emoções. Elas influenciam muito a nossa forma de pensar e de agir. Não se devem reprimir emoções e todos temos o direito de ter momentos em que nos sentimos mais desanimados ou tristes. 

As emoções podem ser geridas com inteligência emocional. Gerir emoções não é negá-las nem é reprimi-las. É perguntar-se a si mesmo: o que é isto que eu estou a sentir? Sinto-me... esquisito...  Raiva, revolta, angústia, tristeza, culpa ou medo? Identifique o que é.

Depois de saber que emoção negativa o afecta, é hora de tomar consciência que cada emoção tem verso e reverso tal qual uma moeda. Por exemplo: Se sente raiva, determine o que causa essa raiva e aprenda a perdoar  ( a pessoa ou a situação e a si mesmo). Não perdoar equivale a dar veneno ao outro e morrer você mesmo envenenado.

O AMOR é aquele sentimento que cura tudo o que é sentimento de baixa vibração ou negativo... Pesquise um pouco acerca dos opostos a sentimentos negativos... Tente posicionar-se na versão positiva desse sentimento e espante-se com os seus resultados!

Agora vamos falar de decisões. Elas são de grande importância pois são elas que orientam a nossa vida.

Tendemos a vitimizarmo-nos demasiadamente na nossa cultura. Não fiz aquilo porque o meu pai ou marido não aprovou... Podia ter sido isto ou aquilo mas um professor chumbou-me. Por favor! É você é que decidiu desistir! Já reparou que é sempre o outro e nunca nós?

Não decidir, também é uma decisão.

É o nosso EGO que adora vitimizar-mo-nos (sermos uns coitadinhos) e atira as responsabilidades para os outros (os maus).

O que lhe aconteceu? Faltou-lhe a coragem e a determinação para se afirmar? Acreditou mais na capacidade e poder do outro que não o apoiou do que no seu próprio poder? Achou que dava muito trabalho e requeria muita energia? Dúvidou da sua própria capacidade?

Perguntas desconfortáveis, não acha? Porém, necessárias se pretende tornar-se um adulto responsável e autoconsciente!

Neste contexto de covid 19, devo tomar decisões de segurança sugeridas pela OMS e DGS para mim e para os outros respeitando o isolamento e distânciamento social.

Posso e devo encontrar formas construtivas de ocupar o meu tempo em casa. Algumas sugestões construtivas para quem não está em teletrabalho e também para quem já está:

-Frequentar cursos à distância - para ocupar a mente e ampliar conhecimentos;

-Ler livros que guardei e não li;

- Experimentar receitas;

-Limpar a casa, dar volta a gavetas e armários;

- Fazer exercício físico diáriamente;

-Ver filmes e séries bem-humoradas;

-Ligar a amigos e familiares;

-Reflectir acerca do percurso de vida e estabelecer novas metas;

-Auxiliar amigos, familiares e vizinhos - fazendo compras para eles, por exemplo;

- Meditar e contemplar a natureza (uma flor, um pássaro, as nuvens...) tudo é milagroso e maravilhoso na natureza...

E tantas coisas mais...

Tentei neste artigo demonstrar que apesar de existirem aspectos da realidade externa actual que escapam ao nosso controlo, existem outros que são da nossa exclusiva responsabilidade.

Fiquemos em casa. Vamos contribuir para a solução.