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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

A briga entre duas mulheres

Duas mulheres tiveram uma discussão e ficaram zangadas uma com a outra.

Então uma dessas mulheres teve a iniciativa de chamar um mensageiro e de enviar para a outra uma saca de esterco dos animais do seu quintal.

A mulher que recebeu a saca de esterco com um bilhete a informar "é para ti", aceitou a saca e usou o extrume para adubar e fertilizar as flores do seu jardim que assim cresceram mais fortes e bonitas. 

Quando estavam crescidas, pegou algumas e fez um arranjo floral. Chamou o mesmo mensageiro e enviou essas flores para a que lhe tinha enviado extrume, acompanhado de um bilhete.

A primeira mulher, quando recebeu um ramo de flores ficou espantada. Abriu o bilhete e este apenas dizia:

"Cada um, dá o que tem!

Você, deu-me esterco!

Eu dei-lhe lindas flores!"

Muitas vezes somos desafiados pelo mau comportamento dos outros a reagir, e é fácil cair em tentação de nos pagarmos com a mesma moeda. Porém, se sucumbirmos à tentação de o fazermos descemos ao nível da pessoa que nos ofendeu/magoou/humilhou... E com isso perdemos a razão, deixamos de reagir de acordo com os nossos valores e princípios. Perdemos o nosso controlo emocional...

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A polémica do momento parece ser a estalada dada pelo ator Will Smith no apresentador Chris Rock na noite da entrega dos óscares de Hollywood.

E de algum modo esta situação conduz-me inevitávelmente a algumas considerações que aqui deixo para a vossa própria reflexão:

- A piada do apresentador era manifestamente de mau gosto. Não é correto gozar com as doenças e fragilidades dos outros ainda mais expondo-as ao rídiculo numa plateia  cheia de pessoas e na presença dos visados. Para mim isso não é humor. É uma audácia desrespeitosa. E quem de nós não não gozou ou riu-se de alguém já repetidas vezes para agora nos arrogarmos de superioridade moral? - assim evite julgar Chris Rock.

- Todos nós temos os nossos limites relativamente aquilo que estamos dispostos a aceitar ou a tolerar no comportamento alheio, e portanto, qualquer um de nós é capaz de perante alguns estímulos ou gatilhos perder o controlo emocional e ter uma reação desadequada ou até violenta- assim evite julgar Will Smith;

- Além da reação violenta, ou de responder a uma ofensa com outra ofensa, há sempre outra alternativa. Uma alternativa muito digna e irrepreensível nesta situação seria... O casal ter-se retirado da sala com elegância e dignidade. Caso o tivessem feito, teria sido muito constrangedor para Chris Rock e uma salva de palmas da audiência tería coroado este evento.

- Este episódio demonstra quão decadente está Hollywood, ao ponto de terem escolhido um fraco apresentador para uma cerimónia como aquela. Espero que o incidente conduza a uma maior reflexão no futuro ao nível do casting. E demonstra também como os atores se consideram todo-poderosos e que podem reagir como lhes apetece e depois pedir desculpas e fica tudo bem. Ele estava lá para receber o óscar e não quiz ir para casa de mãos a abanar, mas o que deveria ter feito era ter-se ido embora com a esposa que foi humilhada publicamente e nem precisava de ter agredido ninguém públicamente. Bem vindos a Hollywood e aos EGOS inflamados!

Assim, ambos estiveram mal... Como nós próprios tantas vezes estamos, especialmente quando nos descontrolamos emocionalmente e nos guiamos pelo nosso EGO... 

Tenho a impressão que esta exposição mundial os poderá beneficiar mais que prejudicar... Pelo menos desconfio que essa foi a "jogada"! Fuuiiiiiii!

 

APRENDER COM OS ERROS

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O mestre, conduz seu aprendiz pela floresta. Embora mais velho, caminha com igualdade, enquanto o seu aprendiz escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar o seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
-Você não me ensinou nada hoje- diz o aprendiz, levando mais um tombo.
-Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou a tentar ensinar-te como se lida com os erros da vida.
-E como lidar com eles?
– Como deveria lidar com os seus tombos- respondeu o mestre- Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.

retirado da internet

Bom domingo!

As três peneiras



Se passou pelas três peneiras, conte! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma regatice a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.

Nesta véspera de natal, recordemos bons valores. Valores de união e de cooperação. Discórdia e desunião é o que há mais!

Feliz natal!

 

Anel Mágico

Era uma vez um rei muito poderoso que vivia insatisfeito porque não conseguia dominar as suas emoções. Consciente de que as mudanças de humor prejudicavam a sua capacidade de tomar boas decisões, mandou chamar o maior sábio do reino e pediu-lhe:

-Quero que me diga qual o segredo da serenidade. Sinto muita raiva e desespero quando tenho uma derrota. E fico demasiado eufórico quando tenho uma vitória. Como poderei viver com mais equilíbrio e paz de espírito?

O sábio prometeu pensar numa solução e retirou-se. Semanas depois regressou à presença do rei, deu-lhe um anel e disse:

- Majestade, traga esse anel sempre consigo. Ele tem uma inscrição interna com um poder mágico. Essa mensagem não deve ser lida por curiosidade porque nesse caso, perderá, toda a magia. Deve ser lida apenas nos momentos cruciais de sofrimento e desepero. Quando tudo parecer perdido, e nada mais depender de si, retire o anel do dedo e leia a mensagem que nele está gravada, sem revelar o segredo a ninguém. Irá sentir um novo ânimo e mais esperança no futuro!

-Muito bem! E o que faço nas situações de euforia descontrolada?

- Proceda da mesma forma. Retire o anel do dedo e, discretamente, leia a mensagem. Irá sentir-se mais calmo!

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O rei recompensou o sábio com moedas de ouro e comprometeu-se a pôr em prática as suas orientações.

Ao longo dos anos, o povo percebeu que o rei olhava para o interior do seu anel, nos melhores e nos piores momentos, e mostrava-se cada vez mais sereno, prudente e justo na governação.

O segredo daquele anel converteu-se no maior mistério do reino. Todas as pessoas queriam saber o que nele estava escrito.

Quando o rei morreu, encontraram no anel apenas três palavras: Isto também passará!.

 

in, 99 histórias de Sabedoria , António Estanqueiro

Como se diz popularmente: não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Sempre que estiver a viver um mau momento e sentir que nunca mais passa, lembre-se que isso terá um fim e procure ser esperançoso e resiliente. E quando estiver num bom momento saiba que a seguir virá um momento menos bom, evitando a euforia.

Isso fará com que se mantenha mais sereno e equilibrado... isso fará com que seja mais sábio pois compreenderá como a vida é um constante oscilar do pêndulo entre bons e maus momentos.

O caminho do meio, porém, somente está reservado aos que aceitam o ritmo do pêndulo...

O Bordado

 

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Foto de um bordado da artista russa Vera Shimunia.

A minha mãe bordava muito quando eu era pequena. Eu sentava-me no chão, olhava e perguntava o que ela estava a fazer. Ela respondia que estava a bordar.
 
Todos os dias era a mesma pergunta e a mesma resposta...
 
Eu observava o seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:"Mãe, o que estás a  fazer?"
 
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos,uns grossos e outros finos...Eu não entendia nada!
 
Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente explicava-me :"Filha, sai um pouco para brincar e quando terminar o meu trabalho eu chamo-te e coloco-te ao meu colo. Então deixarei que vejas o trabalho na minha mão"...
 
Mas eu continuava perguntar lá de baixo: Porquê que ela usava alguns fios de cores escuras e outras claras?
 
Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?
 
Por que estavam tão cheios de nós e pontos?
 
Por que não tinham ainda uma forma definida? Por que demorava tanto para fazer aquilo?
 
Um certo dia, quando eu estava a brincar no quintal, ela chamou-me: "Filha, vem aqui e senta-te ao meu colo." Eu sentei no seu colo e surpreendi-me ao ver o bordado!
 
Não podia crer. Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima, eu vi uma paisagem maravilhosa!
 
Então a minha mãe me disse: -Filha,de baixo para cima parecia confuso e desordenado, porque você não viu que na parte de cima havia um belo desenho...Mas, agora, olhando o bordado na minha mão, já sabes o que eu estava a fazer.
 
Muitas vezes,ao longo da minha vida,tenho olhado para o céu e dito: -Pai, o que estás a fazer? Ele parece responder: -Estou a bordar a tua vida,filha. E eu continuo a perguntar:-Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo está desordenado...Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido.Os fios são tão escuros... -Por que não são mais brilhantes?
 
O Pai parece dizer: -Minha filha, ocupe-se com o seu trabalho, descontraia-se...confie em mim.Eu farei o meu trabalho.Um dia, colocarei você no meu colo, e então vai ver o plano da sua vida da minha mão...
 
 
Às vezes, não entendemos o que está a acontecer nas nossas vidas. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo.
 
É que estamos a ver o avesso da vida...
 
Do outro lado, o de lá, Deus está a  bordar...
 
Marilina Baccarat
 
 
Dedico este conto a uma querida amiga... Espero que gostes,V.!

Sorte ou azar?

Um vizinho, ao tomar conhecimento do ocorrido, disse ao pai do garoto: “O seu filho é de sorte” “Porquê?”, perguntou o pai. “Ora”, disse ele, “O seu filho queria um cavalo e ele acabou de ganhar um potrinho. Não é sorte?” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, comentou o pai.

Um dia o cavalo foge. O vizinho, disse ao pai do garoto: “O seu filho é de azar” “Porquê?”, perguntou o pai. “Ora”, disse ele, “o seu filho queria um cavalo e ganhou um potrinho. Agora o animal que tanto ele gostava fugiu. Não é azar?” “Pode ser sorte ou pode ser azar!”, comentou o pai.

O tempo passa e um dia o cavalo volta com uma manada selvagem. O menino, agora um rapaz, consegue cercá-los e fica com todos eles. Observa o vizinho: “O seu filho é de sorte! Ganha um potrinho, cria, ele foge e volta com um bando de cavalos selvagens.” “Pode ser sorte ou pode ser azar”, respondeu novamente o pai.
 
Mais tarde, o rapaz estava ab treinar um dos cavalos, quando cai e
parte a perna. Vem o vizinho. “Afinal o seu filho é de azar! O cavalo foge, volta com uma manada selvagem, o garoto vai treinar um deles e parte a perna.” “Pode ser sorte ou azar” insiste o pai.

Dias depois, o reino onde moravam declara guerra ao reino vizinho. Todos os jovens são convocados, menos o rapaz que estava com a perna partida. O vizinho. “O seu filho é de sorte...”

Assim é na vida, tudo que acontece pode ser sorte ou azar. Depende do que vem depois. O que parece ser azar num momento, pode ser sorte no futuro.
 

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Conto oriental, fonte internet

O cortador de pedras

Até ao natal... Um conto por dia... Porque contar histórias é a melhor forma de passar uma mensagem...

Hoje em forma de vídeo, pela eloquente prof. Lúcia Helena Galvão, da Nova Acrópole...

Nada pode ser mais poderoso do que encontrar o nosso propósito e fazer aquilo que gostamos verdadeiramente!

Até amanhã!

 

O Amor e o tempo

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Era uma vez uma ilha, onde viviam todos os sentimentos e valores do homem: o Bom Humor, a Tristeza, a Sabedoria... o Amor.

Um dia anunciou-se aos sentimentos que a ilha iria submergir. Então todos prepararam os seus barcos e partiram. Somente o Amor ficou à espera, até o último momento. Quando a ilha estava a ponto de afundar, o Amor decidiu pedir ajuda.

A Riqueza passou perto do Amor num barco luxuosíssimo. O Amor perguntou:

– Riqueza, podes levar-me contigo?

– Não posso, perdoe-me. A minha barca está carregada de ouro e prata e não há mais lugar disponível...

Então o Amor decidiu pedir ao Orgulho, cuja barca era grande, magnífica:

– Orgulho, podes levar-me contigo?

– Não posso levar-te, Amor– respondeu o Orgulho – aqui tudo é perfeito e poderias arruinar a minha barca.

Procurou o Amor ajuda à Tristeza, que estava aproximando-se:

– Por favor, Tristeza, deixe-me ir contigo!

– Ah, Amor, estou tão triste que necessito ficar sozinha, desculpe-me.

Em seguida, o Bom Humor passou em frente ao Amor; mas estava tão contente que nem sequer ouviu que o estavam a chamar.

De repente, quando não esperava mais nenhuma ajuda, o Amor ouviu uma voz que disse:

– Vem, Amor, eu levo-te comigo.

Era um velho quem o tinha chamado.

O Amor sentiu-se tão contente e cheio de alegria que se esqueceu de perguntar o nome do velho e, ao chegarem à terra firme, o velho foi embora.

O Amor deu-se conta do quanto lhe devia e perguntou ao Saber:

– Saber, podes dizer-me quem me ajudou?

– Foi  o Tempo – respondeu o Saber.

– O Tempo? Mas por que será que o Tempo me ajudou?

O Saber simplesmente respondeu:

– Porque só o Tempo é capaz de compreender o quanto o Amor é importante na vida.


Que você não espere muito tempo para assimilar esta grande verdade: O Amor é a pérola da vida. Se você a devolve ao mar, o tempo poderá ser muito longo até que consiga reencontrá-la.

 

Fonte: internet

A Chave da felicidade

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Deus sentia-se muito só. Para superar a Sua solidão, tinha criado uns seres com asas, que Lhe faziam companhia. Mas esses seres sobrenaturais encontraram a chave da felicidade e fundiram-se com o Divino, que voltou a ficar só. Uno mas só. Reflectiu demoradamente. Era Deus, mas não queria estar sozinho. Pensou que tinha chegado o momento de criar o ser humano, mas intuiu que este poderia encontrar a chave da felicidade e que assim facilmente descobriria o caminho até Ele e com Ele se fundiria. Não, não queria ficar só outra vez. Perguntou-Se onde poderia Ele esconder a chave da felicidade …

Primeiro pensou ocultá-la no fundo do oceano, depois numa caverna nos Himalaias, depois noutra galáxia. Mas estes lugares não o satisfaziam. Passou a noite em claro, questionando-Se onde seria o lugar mais seguro para a guardar.. Sabia que o ser humano acabaria por descer ao oceano mais abismal e que a chave não estaria segura aí.

Também não estaria segura numa gruta nos Himalaias porque, mais cedo ou mais tarde, o Homem escalaria até aos cumes mais elevados e encontrá-la-ia. Nem sempre estaria segura noutra galáxia, já que o Homem chegaria a explorar os vastos universos.

Ao amanhecer, continuava a perguntar-Se onde a poderia depositar. E quando o sol começava a desvanecer a bruma matutina com os seus raios, de súbito ocorreu-Lhe um lugar, no qual os seres humanos nunca a procurariam: dentro deles mesmos !!

Criou então o ser humano e, no seu interior, colocou a chave da felicidade!

 

Fonte: 99 Histórias de Sabedoria - António Estanqueiro

Persistente... como a formiga

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Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga carregava-a com sacrifício. Ora arrastava-a, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou da sua tarefa.

Eu observei-a até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: "Até que enfim ela chegou". Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.

A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora. Foi aí que disse a mim mesmo: "Coitada, tanto sacrifício para nada". Mas, ela surpreendeu-me.

Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido.

Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências e transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor: 

• Que me desse a tenacidade para "carregar" as dificuldades;

• Que me desse a perseverança para não desanimar diante das quedas;

• Que eu tivesse sabedoria para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais;

•  Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário;

• Que eu não não desistisse da caminhada, mesmo quando não consiguisse ver com nitidez o caminho a percorrer.

In site: Palestrante