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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

O amor não é nada sem compaixão

Faz algum tempo que não trago aqui uma parábola ou conto. Encontrei esta na internet e vou usá-la como introdução ao nosso tema de hoje...

COMPAIXÃO...

Numa sala de aula do terceiro ano, há um menino de nove anos sentado na sua carteira e de repente há uma poça entre seus pés, e a parte dianteira de suas calças está molhada! Nunca havia acontecido antes, e ele sabe que quando descobrirem nunca o deixarão em paz.

O menino acredita que seu coração vai parar; baixa a cabeça e reza esta oração: 'Querido Deus, isto é uma emergência! Eu necessito de ajuda agora! Mais cinco minutos e serei um menino morto'.

Levanta os olhos e vê a professora aproximar-se com um olhar que diz que descobriu tudo. Enquanto a professora está a andar até ele, uma colega chamada Susie está  a transportar um aquário cheio de água.  

Susie tropeça na frente da professora e despeja inexplicavelmente a água no colo do menino. O menino diz interiormente: 'Obrigado, Senhor! Obrigado, Senhor!' 

De repente, em vez de ser objeto de ridículo, o menino é objeto de compaixão. Mas como tudo na vida, o ridículo que deveria ter sido dele foi transferido a outra pessoa - Susie. Ela tenta ajudar, mas dizem-lhe para sair. '"Já fizeste demasiado, sua desajeitada!'  

Finalmente, no fim do dia, enquanto estão à espera do autocarro, o menino caminha até Susie e sussurra, 'Fizeste aquilo de propósito, não foi?' E Susie sussurra, 'eu também  já molhei as minhas cuecas uma vez'.

in, site palestrantre

O amor sem compaixão não é nada é uma das fortes mensagens que Anthony Williams quiz deixar passar na sua entrevista à Health Summit.

Por isso, amamos um restaurante e depois deixamos de gostar. Isso porque houve um dia que a comida estava menos boa ou houve falhas no serviço. E isso pode ter acontecido porque houve uma discussão entre colegas e chefias que resultou num dia menos bom naquele espaço.

Por isso, amamos alguém que julgamos ser a nossa alma gémea e depois deixamos de amar. Deixamos de amar porque perdemos a capacidade de sentir compaixão pelos seus pequenos defeitos que de repente se tornam gigantes e intoleráveis. 

Isso acontece sempre que não temos compaixão.

Deixamos de amar tudo aquilo pelo qual não sentimos compaixão. Sem compaixão o Amor não é nada!

A compaixão é a cola ou a ligação a tudo pois permite-nos compreender o sofrimento alheio e as falhas dos outros com o desejo de o aliviar. Sentir compaixão reduz os níveis de stresse torna-nos mais fortes e resilientes. Está portanto muito relacionada com a empatia.

A importância da auto-compaixão

Quando as pessoas estão bem consigo mesmas, elas costumam ser mais pacientes, cooperativas e afetuosas nos seus relacionamentos. Ou seja, ter autocompaixão é primordial para ajudar o outro.
 
Estando mentalmente fortalecido, podemos ajudar de forma mais eficaz o próximo. Não é à toa que numa despressurização no avião, quando as máscaras caem, você deve primeiramente colocar a sua máscara, para depois ajudar as outras pessoas.
 

Para cultivar qualquer potencialidade interior (recurso psicológico), como a compaixão, é necessário ter repetidas experiências até que se transformem em mudanças duradouras da estrutura ou da função neurológica. Logo, quanto mais vezes experimentamos essas experiências, mais recursos psicológicos serão internalizados. 

Tenha compaixão por si. Pelo seu corpo, pela sua mente, pelos seus defeitos, pelas suas imperfeições... Aceite-se tal qual é e trabalhe constantemente no seu auto- aprimoramento pois ninguém é uma obra acabada e há sempre espaço para crescer e melhorar.

Você é bom o suficiente e você está seguro e bem.