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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

O papel da hereditariedade e do ambiente nos nossos genes

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Creio que das pessoas que já ouvi mais eloquentes acerca deste tema é o Dr. Bruce Lipton. Biólogo, investigador, professor universitário, escritor e palestrante.

E qual é o seu contributo? Questionar o determinismo biológico que seguimos desde Darwin e a sua teoria da evolução das espécies...

Nos seus estudos científicos em laboratório o Dr. Bruce descobriu acidentalmente que era o ambiente e não o determinismo genético que controlava os nossos genes. Ao replicar sintéticamente umas células dentro de três placas de petri, teve três resultados distintos e não iguais como seria expectável.

Extrapolando a sua descoberta, veio inferir que não é porque o cancro ou a diabetes existe na sua família, que você também terá esta doença. O que faz ocorrer a doença é o ambiente familiar, social, laboral onde você anda e... a forma como você o perceciona.

É tudo uma questão de perceção! Se percecionar que está num ambiente negativo, a sua resposta hormonal e das suas células abrirá caminho à ocorrência de doença. O inverso também é real!

Nós não vemos a realidade como ela é. Nós vemo-la de acordo com a nossa perceção. Melhor ainda, de acordo com o nosso subconsciente onde guardamos programas desde a nossa infância: a forma como nos relacionámos com a nossa mãe ou pai e restante família.

A nossa mente consciente está sempre a pensar mas o nosso subconsciente é o programa automático que está sempre a correr que contem lições de como viver a vida. O que é preocupante nesta questão do subconsciente é que ele opera a partir das opiniões que recolhemos de outras pessoas, 70% do seu conteúdo é negativo e tem autossabotagens, e por último, como a mente consciente está ocupada 95% do tempo a gerar pensamentos, nós acabamos por estar tão ocupados que ... deixamos de observar o nosso próprio comportamento! E isso significa que a maioria do que fazemos, pensamos e dizemos é o tal piloto automático a correr... uma e outra vez incessantemente!

A nova biologia diz que operamos a partir de programas inconscientes: conduzimos o carro, lavamos os dentes, comemos...

Um bom exemplo é quando nos apaixonamos. Quando apaixonamo-nos é uma fase em que de repente começamos a valorizar tudo até as mais pequenas coisas e toda a alegria que daí advém. Estar apaixonado dá-nos confiança para perseguirmos os nossos sonhos e desejos - ficamos mindful. De repente, instala-se o quotidiano, começamos a pensar e ao começarmos a pensar começamos a expressar ao nosso parceiro maus comportamentos e opiniões que chegam a chocar. Estamos a representar os papéis dos nossos pais... Acabou a lua-de-mel!

Quando estamos felizes o cérebro interpreta positivamente os estímulos recebidos produzindo químicos que se espalham no nosso sangue: dopamina, ocitocina. Mas quando estamos assustados liberta agentes inflamatórios que inibem o sistema imunológico e o crescimento das células - estimula o sistema adrenal. E é assim como o pensamento tem o poder de afetar a saúde nas nossas células pois um pensamento gera uma resposta química no nosso cérebro.

Para o autor 90% da doença provém do stress. A química do medo desliga o crescimento das células.

No início da humanidade o medo era pontual e em períodos limitados de tempo, como por exemplo, fugir de um animal selvagem. Tirando esses encontros pontuais o resto da existência dos humanos era calmo, tranquilo e em comunhão com os ritmos da natureza. Atualmente, pelo contrário, vivemos num ambiente de stress constante o que cria terreno propício à doença.

A nossa mente consciente e criativa é que cria a nossa realidade. Por outras palavras: a vida que temos e a saúde que temos depende do tipo de pensamentos que alimentamos diáriamente e ao longo da nossa vida... É nisso que o ser humano se diferencia de todos os outros seres... 

Nas próximas publicações continuarei a apresentar as ideias do Dr. Bruce Lipton as quais são verdadeiramente disruptivas face aquilo que nos habituámos a acreditar e a pensar...

Espero que as suas palavras o ajudem a resgatar a esperança e a compreensão de que cada um de nós tem um papel mais importante no seu próprio processo de cura do que julga...

Fonte: Health Summit - 2021

 

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