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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Efeito placebo e nocebo e a ligação corpo mente

EU SOU EU SOU, 02.04.21

O Dr. David Hamilton é doutourado em química e trabalhou 4 anos na industria farmaceutica com medicamentos para o tratamento do cancro e da doença cardiovascular. Ele recusou uma vida académica porque queria estar do lado de quem cria soluções para problemas tão sérios e responsáveis pela mortes  de muitos...

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Não obstante houve algo que o fez abandonar esta área de trabalho... E o que o fez abandonar esta área e dedicar-se ao estudo da ligação mente e corpo e escrever e dar palestras acerca disto foi uma constatação deveras surpreendente...

No laboratório onde trabalhou faziam experiências com a aplicação de novos fármacos. Normalmente as experiências envolviam 100 pessoas -  a quem lhes era dado o farmaco e outras 100 a quem lhes era dado um placebo sem o conhecimento das mesmas. A ambas davam a indicação de que era um medicamento maravilhoso e que tinham grandes hipóteses de se curarem. O surpreendente não eram os resultados em quem tomava o medicamento, eram nos que tomavam o placebo! Os que tomavam placebo também atingiam níveis de cura ou de remissão da doença impressionantes na ordem dos 40%,  60% e em  alguns casos de quase 75% das 100 pessoas testadas! Surpreendente constatação que o fez começar a  pensar se era a crença e não o medicamento que realmente curava!

A questão é esta: foi o comprimido de açucar que curou?

Claro que não! Foi outra coisa: foi o acreditar que aquele comprimido teria o PODER de me curar.

Isto faz-nos pensar em como este assunto merecia outro aprofundamento na comunidade científica e no estudo científico, não acha? E não tem acontecido porque para a industria farmacêutica é preferível que as pessoas fiquem dependentes de medicamentos... É muito mais lucrativo.

Normalmente, o efeito placebo é abordado nas universidades apenas no que diz respeito a questões éticas. Não é abordado sériamente nem aprofundadamente. Isto traduz-se numa abordagem demasiado clínica e fria da medicina e da cura. É necessário mais empatia no acompanhamento dos pacientes. Os pacientes precisam de esperança, por vezes é só isso que lhes resta! Logo dizer a um paciente que  tem uma doença incurável ou que tem X tempo de vida pode ser devastador nos seus níveis de esperança e porque não, para o seu processo de cura.

A palavra placebo vem do latim que quer dizer "eu agradarei" e a palavra nocebo vem do latim que quer dizer "fazer mal". O nocebo é o irmão maligno do placebo.

E alguns médicos despoletam nos clientes o efeito nocebo ao serem tão clinicos e retirarem a esperança ao paciente.

Dizer ao paciente "vamos lá experimentar este tratamento e volte dentro de umas semanas para vermos qual foi a evolução". Ou "para cada tipo de cancro e em qualquer fase da doença há pelo menos um caso de remissão total." Dizer por isso a um paciente pode ter um efeito impressionante na sua esperança e nas suas possibilidades de recuperação. 

Não se trata de criar falsas esperanças, trata-se de tratar o paciente com humanidade, com empatia e esperança e como isso pode impactar positivamente a sua vida.

Há registo inclusivé de experiências incríveis com doentes oncológicos ao nível do condicionamento, os quais destaco aqui:

- a certos doentes a quem era dado medicamentos em embalagens de dificil abertura com a indicação que eram medicamentos potentes e que aumentariam a sua resistência à doença, serem percepcionados pelo paciente como extramente eficazes até pelas dificuldades de abertura face a outro similiar mas de fácil abertura e percepcionado pelos pacientes como menos eficazes! Como já tinha dito o Dr. Bruce Lipton, é tudo uma questão de perceção!

Agora relativamente às doenças cardiovasculares, sabe-se atualmente o efeito extremamente positivo da oxitocina. Quanto mais feliz, e num ambiente amoroso mais produzirá oxicitocina e isso trará efeitos muito positivos no coração e no tratamento das doenças cardiovasculares pois esta hormona tem um efeito protetor no sistema vascular. Espalhar o AMOR e a Bondade fará maravilhas ao seu coração e aos do que o rodeiam.

Só pensar em alguém que você ama ou pensar num momento especialmente feliz da sua vida permite a libertação de oxitocina e faz bem ao coração. Bem como ter amor por um animal.

Amor, compaixão, generosidade, amor-próprio, gratidão são sentimentos que devemos de nos empenhar em desenvolver diáriamente com consistência e empenho. Faça-o diversas vez ao dia e isso tornar-se-á num novo hábito com um impacto incrível anti-inflamatório na sua saúde.

Outro aspecto muito interessante referido por este cientista são os mais recentes estudos em neurociência que vieram comprovar que o cérebro subconsciente não sabe distinguir a realidade da imaginação. Isso vem reforçar o papel importante da visualização na reabilitação e CURA.

As pessoas a fazer quimioterapia imaginam os tumores a serem corroidos pelo fármaco e a reduzir de tamanho mais e mais. As pessoas a fazer radioterapia imaginam tipo um laser a encolher o tumor cada vez mais e mais. As pessoas com colestrol imaginam aqueles aspiradores portáteis e imaginam estarem com o mesmo a aspirar as placas de colestrol e a limpar cada vez mais e mais. 

David Hamilton conta mesmo o caso de uma senhora que imaginou que tinha um aspirador a retirar as células doentes e que depois o depósito era depositado num sitio no seu jardim. E por mais surpreendente que seja, nesse local nasceu uma linda árvore. Ela chamou a essa árvore, a árvore da cura e passou a receber animais doentes dos vizinhos para sessões de cura!

Isso leva-nos a acreditar no PODER do pensamento positivo.

E o PODER do pensamento negativo? A maioria dos nossos pensamentos é negativo... Já viu o impacto que isso terá na nossa saúde?

O stress, a raiva, ressentimento, criticismo, julgamento são venenos para a sua saude mental e física.

Dá que pensar.

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Fonte: Healsummit, 2021

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