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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Como usar a lei do espelho a nosso favor...

No post anterior falamos de projeção psicológica através de uma reflexão acerca da lei do espelho, onde vimos que muito do que nos desagrada nos outros são aspectos também presentes em nós próprios mas que nós negamos e rejeitamos...

Yoshinori Noguchi, escreveu um livro que se chama A Lei do Espelho, e é uma reflexão mais aprofundada acerca deste tema. Uma boa sugestão de leitura...

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Se estivermos atentos ao que pensamos e sentimos acerca dos outros, especialmente acerca daqueles pelos quais nutrimos forte antipatia, podemos ter aí uma oportunidade de crescermos...

E como é que isso pode ser possível?

1.º Faça uma lista de aspectos que o desagradam em determinada pessoa pelo qual nutre sentimentos de rejeição e de antipatia.

Quais destes aspectos estão presentes em pessoas que o acompanharam no seu processo de crescimento (familiares, amigos e vizinhos)?

Quais destes aspectos acha que também estão em si mesmo apesar de sentir vergonha ?

Identifique um a um os sentimentos e as pessoas do seu passado que se relacionam com esses sentimentos. Reflicta.

O objetivo desta tarefa é que tome consciência que a intensidade do que sente no presente momento por alguém só é explicável se contextualizada na sua história de vida. Se calhar, o que está a acontecer agora não é tão sério assim. A carga emocional passada é que faz com tudo pareça desporporcionado...

2.º O segundo exercício que vos proponho é de elaborarem uma lista onde registem aspectos de gratidão às pessoas que vos incomodaram até hoje! Tarefa só possível de executar se conseguir superar a dor e ressentimento que teve ou ainda tem por essas pessoas...

Demore o tempo que necessitar para elaborar esta lista. Nós aprendemos no amor e na dor. E há pessoas que nos magoaram muito e que nos ensinaram alguma coisa de positivo.

Poderá parecer que elaboramos uma lista artificial ou de pequenos detalhes sem importância, mas o grande objetivo aqui é o de tomarmos consciência do nosso papel nesse conflito. De percebermos que não fomos só vítimas e que também tivemos momentos em que fomos intolerantes, maldicentes ou demasiados críticos...

No final, podemos elaborar uma lista como motivos pelos quais gostaríamos de pedir perdão à outra parte.

3.º Contatar uma dessas pessoas com as quais tivemos um conflito para uma conversa por telefone, mensagem ou cara a cara!

O objetivo desse contato é de manifestar a essa pessoa os motivos de se sentir grato, pedir perdão pelas atitudes ou palavras que usou e que podem ter magoado e... ouvir a reação do outro lado!

Se não for opção o contato direto (por telefone, mensagem ou pessoal) porque a pessoa já não está cá neste mundo ou porque a pessoa não estaria preparada para um abordagem destas, então opte por lhe escrever uma carta que nunca será enviada. Essa carta é uma forma de expurgar os seus demónios pessoais.

Irradiamos o que sentimos por dentro. Reflicta se tem sobre si mesmo e os outros um olhar amoroso e alegre ou hostil e crítico...

 

 

 

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