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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Persistente... como a formiga

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Outro dia, vi uma formiga que carregava uma enorme folha. A formiga era pequena e a folha devia ter, no mínimo, dez vezes o tamanho dela. A formiga carregava-a com sacrifício. Ora arrastava-a, ora a tinha sobre a cabeça. Quando o vento batia, a folha tombava, fazendo cair também a formiga. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou da sua tarefa.

Eu observei-a até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: "Até que enfim ela chegou". Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa.

A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora. Foi aí que disse a mim mesmo: "Coitada, tanto sacrifício para nada". Mas, ela surpreendeu-me.

Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Em pouco tempo, a grande folha havia desaparecido.

Imediatamente me peguei pensando em minhas experiências e transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor: 

• Que me desse a tenacidade para "carregar" as dificuldades;

• Que me desse a perseverança para não desanimar diante das quedas;

• Que eu tivesse sabedoria para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais;

•  Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário;

• Que eu não não desistisse da caminhada, mesmo quando não consiguisse ver com nitidez o caminho a percorrer.

In site: Palestrante

Um edredom por uma oportunidade de ter um futuro

Encontra-se oportunidade

Presos na estação de autocarros enquanto esperavam o próximo veículo rumo a Londres, o casal Charlotte e Taylor tremiam muito de frio. Era uma espera longa (cerca de 4 horas) e cada minuto que passava parecia uma eternidade para os jovens que já não suportavam a temperatura negativa que fazia.

De repente, ambos viram aproximar-se um sem abrigo, um rapaz jovem, que lhes disse: "vocês podem ficar com meu casaco e edredom. Está muito frio e vocês vão acabar congelados.

Assim, os três começaram a conversar e o casal descobriu que o seu novo "amigo" se chamava Joey. Após horas a conversar, a jovem ficou chocada com a ideia de simplesmente ir embora e deixar aquele simpático rapaz ali naquela estação congelada.

"Não digo que você deve confiar em todos que encontrar na rua, mas em quem exatamente você deve confiar?" - esta foi a publicação que Charlotte fez em sua rede social quando subitamente decidiu convidar Joey a ir para a casa dela.

Após muita insistência do casal, Joey aceitou e foi para a casa de Charlotte - uma cabana "sinistra" no meio da floresta. Assim como o casal podia temer que Joey lhes fizesse mal, o sem-teto também teve as suas reservas quando se deparou com aquele cenário. A confiança, no entanto, era mútua entre Charlotte, Taylor e Joe.

Como era de se esperar, todos os amigos do casal ficaram assustados quando Charlotte contou o que fez. Mas, nem por um minuto sequer, a jovem desistiu ou pensou em voltar atrás. Ela sabia que Joey precisava apenas de uma oportunidade, pois ele era uma boa pessoa.

"Não é porque você vive na rua que se torna automaticamente um drogado ou alcoolico. Essas pessoas são como eu e você. Elas não tiveram muitas oportunidades na vida ou cometeram alguns erros (quem não comete?)" - confessou Charlotte cinco dias depois de ter acolhido Joey em sua casa, e logo após ele ter recebido uma oferta de emprego!

A vida de Joey mudou drasticamente em apenas uma semana. Uma oportunidade, apenas isso, foi suficiente para mudar toda a história deste rapaz, que já não tinha esperanças em conseguir ter uma vida mais feliz e digna.

O bem gera o bem. Não quebre a corrente e transmita toda a bondade que você recebe para o próximo. Esta é uma das lições mais importantes que os três amigos aprenderam com esta emocionante experiência.

Costumamos julgar as pessoas constantemente pelo modo como se vestem ou pelo que fazem, sem ter a mínima ideia de toda a trajetória de vida que tiveram até chegar onde estão... Quem somos nós para julgar?

Conto do site: O Pensador

Onde colocou o sal?

21/30 - Copo ou Lago? - YouTube

 

Um velho Mestre pediu a um jovem aprendiz que estava triste, que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.

-‘Qual é o gosto?’ – perguntou o Mestre.

-‘Mauuuu’ – disse o aprendiz.

O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e fosse a um lago.

Os dois caminharam em silêncio e o jovem deitou o sal no lago. Então o velho disse:

-‘Beba um pouco dessa água do lago’. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:

-‘Qual é o gosto?’

-‘Bom!’ disse o rapaz.

-‘Você sente o gosto do sal?’ perguntou o Mestre.

-‘Não’ disse o jovem.

O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou nas suas mãos e disse:

-‘A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta.

É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras:

É deixar de Ser copo, para tornar-se um Lago.’


A procura do caminho certo...

Há uns largos tempos que não trazia aqui um conto...

Sabe que as abelhas orientam-se pela posição do sol?

Pensei nisso um dia enquanto estava sentado na nossa barraca, uma noite, a observar uma abelha presa que tentava voltar à sua colmeia da única maneira que sabia. Mas estava escuro lá fora; a luz mais brilhante que a abelha podia ver era a da nossa lanterna. 

Ela ficou  a zumbir no alto da barraca voando várias vezes em direção à nossa luz que estava pendurada - às vezes, colidindo com ela, às vezes, desviando-se no último segundo. Talvez, a abelha  estivesse a confundir a luz  da lanterna com o sol, a qual a teria ajudado a encontrar o caminho de volta para a colmeia.

É fácil assistir a essa cena e pensar: O que aquela abelha está  a fazer? Ou, essa é a luz errada!

Mas, quantas vezes, nós, humanos, seguimos a primeira luz que vemos - algo que nos faz sentir seguros ou novamente no controle. 

(in: Palestrante)

Dá que pensar, não dá?

Lembre-se que nem tudo o que brilha é ouro...

Pense, analise, reflicta, pesquise... Não aceite tudo passivamente!

DEVA e BUDA

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O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte diálogo:

O Deva:
– Qual é a espada mais cortante?

Ao que Buda respondeu:
– A palavra raivosa é a espada mais cortante.

– Qual é o maior veneno?
– A inveja é o mais mortal veneno.

– Qual é o fogo mais ardente?
– A luxúria.

– Qual é a noite mais escura?
– A ignorância.

– Quem obtém a maior recompensa?
– Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.

– Quem sofre a maior perda?
– Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.

– Qual é a armadura mais impenetrável?
– A paciência.

– Qual é a melhor arma?
– A sabedoria.

– Qual é o ladrão mais perigoso?
– Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.

– Qual o tesouro mais precioso?
– A virtude.

– Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
– Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.

– O que atrai?
– O bem atrai.

– O que repugna?
– O mal repugna.

– Qual é a dor mais terrível?
– A má conduta.

– Qual é a maior felicidade?
– A libertação.

– O que ocasiona a ruína no mundo?
– A ignorância.

– O que destrói a amizade?
– A inveja e o egoísmo.

– Qual é a febre mais aguda?
– O ódio.

O Deva então faz sua última pergunta:
– O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?

Buda respondeu:
– O benefício das boas ações.

Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.

Ver o valor dos outros

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Era uma vez uma rosa muito bonita, que se sentia envaidecida ao saber que era a mais linda do jardim. Mas começou a perceber que as pessoas somente a observavam de longe. Acabou dando conta de que, ao seu lado, sempre havia um sapo e por essa razão ninguém se aproximava.

Indignada diante da descoberta, ordenou ao sapo que fosse embora. O sapo, humildemente, disse: está bem, se é assim que você quer. Algum tempo depois o sapo passou por onde estava a rosa, e surpreendeu-se ao vê-la acabada, sem folhas, nem pétalas.

- Penalizado, disse: que coisa horrível, o que aconteceu consigo?

- A rosa respondeu: é que, desde que você foi embora, as formigas me comeram dia a dia, e agora nunca voltarei a ser o que era.

- O sapo respondeu: quando eu estava por aqui, comia todas as formigas que se aproximavam de ti. Por isso, eras a mais bonita do jardim...

Muitas vezes desvalorizamos os outros por acreditarmos que somos “superiores” a eles, mais "bonitos", de maior valor ou que eles não nos servem para nada.

Deus não fez ninguém para "sobrar" neste mundo. Todos temos algo a aprender ou a ensinar e ninguém deve desvalorizar ninguém. Pode ser que uma destas pessoas, a quem não damos valor, nos faça um bem que nem mesmo nós percebemos.

retirado da internet

FAÇA AS PESSOAS SENTIREM-SE BEM

 

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Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, a minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.

Naquela noite longínqua, a minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, diante do meu pai. Eu lembro-me de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.

Eu não me lembro do que respondi, mas lembro-me de ter olhado para ele a colocar manteiga e geleia na torrada  e engolindo cada bocado.

Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe a desculpar-se por ter queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse: " Amor, eu adoro torrada queimada..."

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite ao meu pai, eu perguntei-lhe se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele envolveu-me nos seus braços e disse-me:

"Filho, a tua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém.  As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir”. 

conto retirado da internet

 

Sakura - uma história de amor verdadeiro

A lenda de Sakura começa há centenas de anos no Japão antigo. Naquele tempo, os então senhores feudais lutavam terríveis batalhas, nas quais morriam muitos combatentes humildes, o que deixava todo o país de tristeza e desolação.

Os momentos de paz eram muito escassos. Mal terminava uma guerra e já começava outra. Apesar de tudo, havia um lindo bosque que nem a guerra tinha podido tocar.

Estava cheio de árvores frondosas que exalavam delicados perfumes e consolavam os atormentados habitantes do Japão antigo. Por mais combates que houvesse, nenhum dos exércitos se atrevia a destruir semelhante maravilha da natureza.

Naquele bonito bosque existia, no entanto, uma árvore que nunca florescia. Mesmo que estivesse cheia de vida, nunca apareciam flores nos seus galhos.

Por isso, parecia esguia e seca, como se estivesse morta. Mas não estava. Simplesmente parecia condenada a não desfrutar da cor e do aroma das flores.

Um toque de magia

A árvore permanecia muito solitária. Os animais não se aproximavam dela por medo de se contagiar com seu estranho mal. Pelas mesmas razões, a erva também não crescia ao seu redor. A solidão era sua única companhia.

Conta a lenda de Sakura que uma fada dos bosques se comoveu ao ver aquela árvore que parecia velha, mesmo sendo jovem.

Em uma noite, a fada apareceu junto da árvore e, com nobres palavras, disse que gostaria de vê-la bonita e radiante. Ela estava disposta a ajudar para que isso acontecesse. Então, fez uma proposta. Ela, com seu poder, lançaria um feitiço que duraria 20 anos. Durante esse tempo, a árvore poderia sentir o que o coração humano sente. Talvez assim ela conseguisse emocionar-se e quem sabe voltaria a florescer.

A fada adicionou ainda que, graças ao feitiço, poderia transformar-se tanto em planta quanto em ser humano, indistintamente, quando desejasse. No entanto, se ao longo dos 20 anos ela não conseguisse recuperar sua vitalidade e brilho, morreria imediatamente.

Sakura

O encontro com Sakura

Assim como a fada disse, a árvore viu que podia transformar-se em ser humano e voltar a ser árvore quando quisesse. Tentou ficar um longo tempo como homem, para ver se as emoções humanas ajudavam em seu propósito de florescer. No entanto, o começo foi uma decepção.

Por mais que buscasse, só via ódio e guerra ao seu redorVoltou, então, a ser árvore por um bom tempo. Os meses foram-se passando e também os anos. A árvore continuava como sempre e não encontrava nos humanos nada que a livrasse daquele estado.

No entanto, numa tarde, a árvore transformou-se em humano, andou até um rio cristalino e lá viu uma bonita jovem. Era Sakura. Impressionado com sua beleza, a árvore transformada em humano aproximou-se dela.

Sakura foi muito amável com ele. Para corresponder à sua bondade, ele ajudou-a a carregar água até sua casa, que ficava perto dali. Tiveram uma animada conversa na qual ambos falaram com tristeza da situação de guerra na qual o Japão se encontrava e dos grandes sonhos que tinham.

O milagre do amor

Quando a moça lhe perguntou seu nome, a árvore acabou dizendo que era “Yohiro”, que significava “esperança”. Os dois tornaram-se muito amigos. Eles encontravam-se todos os dias para conversar, para cantar e para ler poemas e livros de histórias fantásticas.

Quanto mais conhecia Sakura, mais necessidade tinha de estar ao seu lado. Contava os minutos para ir ao seu encontro.

Um dia Yohiro não aguentou e confessou o seu amor a Sakura. Também confessou quem ele era na verdade: uma árvore atormentada, que logo iria morrer porque não havia conseguido florescer. Sakura ficou muito impressionada e manteve-se em silêncio.

O tempo passou e o prazo dos 20 anos estava perto de acabar. Yohiro, que voltou a tomar a forma de árvore, e sentia-se cada vez mais triste.

Uma tarde, quando menos esperava, Sakura aproximou-se dele. Ela abraçou-o e disse que também o amava. Não queria que morresse, nem queria que nada de ruim acontecesse com ele.

Então, a fada apareceu novamente e perguntou se Sakura queria continuar sendo humana ou se queria fundir-se com Yohiro em forma de árvore.

Ela olhou ao seu redor e se lembrou dos tristes campos de guerra. Escolheu, então, fundir-se para sempre com Yohiro. E o milagre aconteceu! Os dois se formaram um só. A árvore, então, floresceu.

A palavra Sakura significava “Flor de cerejeira”, mas a árvore não saba disso...

Desde então, o amor de ambos perfuma os campos do Japão.

 

retirado da internet

A coragem

Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato. Um mágico teve pena dele e o transformou em gato.

Mas aí ele ficou com medo do cão, por isso o mágico o transformou em cão.


Então, ele começou a temer a pantera e o mágico o transformou em pantera.


Foi quando ele se encheu de medo do caçador. A essas alturas, o mágico desistiu.


Transformou-o em camundongo novamente e disse:
“Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem a coragem de um camundongo”.


É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, e sim a capacidade de avançar apesar do medo.

 

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Um medo vence outro medo

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E não é mesmo?

Quantas vezes agimos enfrentando um medo impulsionados por outro medo ainda maior?

É o que sucede à mãe que enfrenta o medo das chamas para salvar o filho de um incêndio (por medo de o perder). Da pessoa insegura na sua condução que vai até ao centro de uma grande cidade a conduzir porque vai visitar um familiar ao hospital.

Sim, um medo muito grande, tantas e tantas vezes impulsiona-nos a agir e a superarmos os nossos próprios limites. Muitas vezes atitudes bravas e heróicas tem o seu combustível num medo maior!

O medo excessivo é prejudicial à saúde mental e à vida de uma pessoa - é o caso de quem vive em ansiedade e stress constante. Porém, sentir medo é algo positivo! Se não sentissemos medo corríamos para situações perigosas para nós e para os outros sem qualquer consciência do perigo.

Procure é manter um relacionamento equilibrado com o medo. Evite ser totalmente dominado por ele ao ponto de nem sentir prazer e liberdade em viver.

Agora deixo-vos com uma bem disposta fábula africana que nos fala precisamente disto...

Akari gostava muito de ir à caça. Mas tinha sempre pouca sorte. De vez em quando regressava de mãos vazias. Nessa altura era gozado por todos:

— Sabes porque é que não caças nada? Porque tens medo de entrar no mato!

Um dia, Akari, após ter andado imenso, sentiu fome. Viu uma aldeia e pensou:

«Vou pedir um pouco de sopa.» As pessoas da aldeia deram-lhe de comer e beber. Quando ficou saciado, pensou:

«E para que hei-de eu ir para outro sítio, se aqui me tratam tão bem?»

Decidiu, então, ficar por ali. O povo da aldeia aceitou-o e deu-lhe um terreno para cultivar. Akari fez uma cabana e, passado algum tempo, casou-se.

Um dia, não tendo nada que fazer no campo, disse à esposa:

— Há muito tempo que não vou à caça. Hoje vou ao bosque caçar uma boa gazela para o nosso jantar.

Pegou na lança, que já estava ferrugenta, e encaminhou-se para a floresta. Não sabia que aí havia tantas feras.

Avançou seguindo umas pegadas. Pelos ramos derrubados, compreendeu que tinham passado por ali elefantes.

De repente, apareceu correndo um leão, deteve-se a poucos passos de Akari, dando a impressão de que estava à espera dele há muito tempo. O rei da selva abriu a bocarra e

deu uns rugidos tão fortes que as folhas começaram a cair das árvores.

O caçador sentiu-se perdido. Não tinha por onde escapar. Olhou em redor. À direita tinha um grande matagal cheio de espinhos.

Fugiu para lá sem pensar no que fazia. Os espinhos rasgaram-lhe a pele, mas o medo era mais forte do que a dor.

O leão aproximou-se do matagal, mas quando viu os espinhos tão grandes e afiados, preferiu sentar-se à espera. Esperou três dias; mas, faminto e desiludido, foi-se embora.

Entretanto, na aldeia, aperceberam-se do desaparecimento de Akari. Encarregaram Rata, um famoso caçador, para ir ao bosque procurar o infeliz desaparecido.

Rata entrou na selva e, pouco depois, passou pelo matagal espinhoso.

— Quem está aí? — perguntou uma voz do meio dos espinhos.

— Sou eu!

— E quem és tu?

— Sou Rata e ando à procura de um homem que se perdeu na floresta.

— Sou eu esse homem. Ajuda-me a sair daqui.

— É como é que tu foste parar aí?

— Foi o medo que me fez vir para o meio destes espinhos.

— Está bem, eu vou tirar-te daí.

Rata pegou em erva seca, colocou-a à volta do matagal e lançou-lhe fogo. Ao ver-se rodeado pelas chamas, Akari deitou a correr outra vez através dos espinhos e saiu.

É bem verdade que um medo vence outro medo.

in, https://historiasptodos.blogs.sapo.pt/