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O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Uma opinião não é um facto!

Há uns posts atrás falámos da diferença entre opinião e intuição mas hoje falaremos da diferença entre opinião e factos.

Cada vez assisto mais a situações onde se confundem as duas coisas como se uma opinião fosse um facto...

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O que é um facto?

1.qualquer dado da experiência
2.ação realizadaacontecimentocaso
3.o que existeaquilo que é real
4.assunto de que se trata
5.circunstância

 

Tomemos então o facto como algo que é real, que existe, que aconteceu e é verificável. Por exemplo:Este carro tem quatro rodas.- uma afirmação objetiva.

O que é uma opinião?

Do latim opinĭo, uma opinião é um juízo de valor que se emite sobre algo. A opinião também é aquilo que se acha relativamente a algo ou alguém, é o parecer (podendo ser favorável ou não) que se dá.

Por exemplo: Na minha opinião este é o melhor carro da actualidade. - Nesta frase há uma avaliação que depende da subjetividade da pessoa.

Na visão da filosofia, a opinião é uma proposição onde não se tem a confiança total sobre a verdade do conhecimento. Noutros termos, a opinião admite a possibilidade de erro por não haver evidência plena. Neste sentido, a opinião seria uma afirmação com menor evidência da verdade do que uma certeza.

Recentemente, apercebi-me que as pessoas tendem a radicalizarem-se sempre que tomam as opiniões, especialmente as próprias, como se fossem factos! É o que sucede em temas como a política, a religião, o desporto, e mais recentemente, a vacinação, o clima... E se formos verdadeiramente autoconscientes em muitas outras coisas!

Com efeito, se queremos discutir com alguém é só puxar um destes temas!

Todos temos direito a ter uma opinião. Mas o facto de termos uma opinião não significa que estamos a apreender a realidade das circunstâncias... na sua essência! Significa apenas que estamos a expressar um juízo de valor assente em crenças pessoais, valores e outros filtros.

Dá então para entender a diferença entre um facto objetivo e uma opinião subjectiva?

Agora proponho outra reflexão: valerá apena discutir com as pessoas que tem opiniões contrárias à nossa? Vejo nas redes sociais as pessoas chegarem ao limite da ofensa e de se zangarem com outras pessoas...

Respeitar outras opiniões divergentes da nossa, não implica concordar ou aceitar, não obstante, fazê-lo é um exercício de cidadania e de respeito pela liberdade de pensamento.

Dito isto, lanço uma última reflexão: noutras opiniões podem existir outras perspetivas e até existir o espelhamento de algumas verdades, por isso, seja mais aberto... Se verificar que uma opinião é verificável com factos, tenha a humildade de ir fazendo revisões à sua própria forma de pensar.

Não tem mal mudar de opinião e de atitude! Chamamos a isso crescimento e amadurecimento! Chamamos a isto de racionalidade!

Ser teimosamente e rigidamente inflexível pode ser meio caminho andado para a ignorância e a inconsciência.

 

A máxima de Sócrates e a ignorância

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A máxima de Sócrates que nos remete para o fato de que quanto mais aprendemos mais temos por descobrir... Que ninguém é obra acabada, logo uma vida não examinada não merece apena de ser vivida.

Porquê que a ignorância é tão importante na sua obra?

Porque só abandonando o conhecimento comum e a opinião se chega ao verdadeiro conhecimento (epistéme) que é o objetivo da filosofia. Todo  aquele que se sustenta em opiniões afasta-se da verdade e sustenta-se num falso saber.

A partir desta conscientalização o individuo estará preparado para partir em busca de novas respostas que o conduzirá à verdade.

Para Sócrates é preferível o filósofo assumir  não saber que saber mal!

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Quanta sabedoria na filosofia socrática... que podemos aplicar na nossa vida quotidiana ainda nos nossos dias!

Saber que não sabemos tudo.

Saber diferenciar facto de opinião.

Saber questionar ao invés de aceitar passiva e acríticamente as coisas.

Saber sustentar um pensamento crítico perante a vida e os factos da vida é o garante para tomarmos melhores decisões e sabermos filtrar o que nos interessa no turbilhão de informação que nos chega nos dias atuais.

 

A ignorância o que é?

“Se me perguntar o que é a morte! Respondo-te: a verdadeira morte é a Ignorância. Quantos mortos entre os vivos!” (Pitágoras, 582-497, AC)

“A ignorância é a noite (escuridão) da Mente!” (Confúcio,551-478,AC

“O tolo, quando erra,queixa-se dos outros; o sábio queixa-se de si mesmo.” (Sócrates, 469-399, AC).

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A ignorância é, e sempre foi, o maior flagelo da Humanidade. Podemos afirmar que a falta de conhecimento foi e continua a ser a grande e maior ameaça, desde Eras mais remotas, aos dias atuais. A Ignorância tem sido causa de guerras, revoluções, atentados, terrorismo, fome, miséria, doenças, crimes; enfim; causadora de todos os infortúnios que nos fazem padecer e...morrer!

Já percebi também que o mal é sinónimo de ignorância . Quem tem mais conhecimento tem mais autoconsciência e faz menos mal a si mesmo, aos outros e ao planeta. Já o inverso também é verdadeiro.

Existem três formas de ignorância:

- não saber (falta de conhecimento, de informação e de sabedoria) situação que pode ser revertida se a pessoa se dispor a estudar e a informar-se;

- não saber fazer (saber na teoria mas desconhecer como fazer na prática)- todos nós fomos em diversos momentos das nossas vidas, ignorantes no saber fazer;

- não querer saber - a pior forma de ignorância! E ocorre quando a pessoa ignorante tem orgulho na sua ignorância e rejeita outras formas de pensamento e de estar porque se acha detentora da verdade absoluta.

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La Rochefoucauld tem uma interessante frase acerca da ignorância que aqui partilho:

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De fato muitas das pessoas ignorantes não sabem o que deviam de saber tal como: como ter valores, respeito, saber estar, saber ouvir, humildade. E sabem muito do que não deviam de saber tal como serem chico-espertos, trafulhas, mentirosos e aldrabões. Também deturpam imenso o que sabem ou aprendem. É como se tivessem um filtro que desvirtua e deturpa factos, pessoas e palavras.

Não é difícil notar-se os vários sintomas da Ignorância, ou seja,os múltiplos sinais de uma pessoa alienada dos valores humanos autênticos. O ignorante (aquele que ignora), dentre outros, demonstra os seguintes sinais:

-Não estuda, não gosta de estudar e detesta quem estuda;

-Não vê e nem se interessa por ver as “coisas” belas da Natureza; como por exemplo, não aprecia o por do sol, o orvalho da manhã, as flores da Primavera, não admira o céu estrelado, etc.;

-Não gosta e detesta a música harmoniosa e clássica;

-Fala alto, ouve tudo alto e faz um barulho danado em qualquer lugar em que esteja;

-Não tem limites para nada;

-Muitos ignorantes são desonestos e não se incomodam em dar prejuízos aos demais, principalmente quanto aos bens públicos; ignorando que o governo manipula e compra esses bens com o dinheiro do Povo;

-A maioria é agressiva e age com violência quando encontra oposição aos seus atos e comportamentos instintivos;

-Tendem a formar grupos com pessoas de mesma capacidade mental, a fim de se sentirem fortes, poderosos e seguros.

Nos próximos posts continuaremos a reflectir acerca deste tema "que dá pano para mangas".

Transcendência ou nada

Um dos livros que mais me custou ler, digo custou porque de cada vez que pegava nele me sentia invadida por um sentimento de medo, de depressão e de negação, foi "De olhos fixos no sol" , de Irvin Yalom. Um livro sobre a morte que me recomendaram ler logo após a morte do meu pai.

Este vídeo com Valter Hugo Mãe é de certa forma um resumo do livro.

Pensar que a morte pode ser o nada, e se é nada, nada vamos sentir, pensar ou viver e vamos sossegar. Ou pensar que a morte pode ser a transcendência para um outro nível de existência mais elevada e subtil, aquieta a minha alma.

Cabe a cada um escolher a perspetiva que se enquadra mais na sua forma de estar e de ser na vida. A minha é a da transcendência, como já devem ter percebido no que  aqui escrevo e partilho mas não sou dogmática ao ponto de rejeitar qualquer outra perspetiva. Há sempre uma perte em nós que questiona...

No seu livro, Yalom recorre a filósofos e pensadores do passado como Séneca, Epicuro, Nietzche e confornta com psiquiatras como Freud, Jung e Skinner, apenas para nos lembrar que o medo da morte está na base de muitas das ansiedades da nossa sociedade e que apenas confrontando-o seremos capazes de definir as nossas prioridades, comunicarmos com quem amamos, realizarmos o nosso potencial e aperciar as coisas belas da vida.

Fica então aqui a sugestão do livro e também a sugestão do canal do Youtube - Fronteiras do Pensamento. Um canal que publica pequenos videos de grandes pensadores do nosso tempo e da nossa sociedade. Grandes reflexões acerca dos grandes temas da nossa existência.

 

 

 

 

O pêndulo universal e o alquimista da mente

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Viver a pensar no carma, nas vidas passadas conduz inevitavelmente a uma vida desempoderada e fatalista. Não que esteja mal ou errado olhar o passado. Agora viver sempre no passado pode levá-lo a perder oportunidades no presente e futuro. Pode conduzi-lo às águas paradas do vazio, tristeza e mágoa.

Toda a gente pensa que o universo é material. Só o alquimista da mente sabe que o universo é mental!

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É por isso que o alquimista consegue fazer magia... Mas não é magia! É apenas dar permissão para que uma lei importante se manifeste transmutando emoções e criando espaço para certas coisas se manifestarem.

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Mude de foco se quer mudar a sua vida!

O universo é mental. O que você cria no plano mental vai encontrar uma correspondência no plano material. Se você pelo mentalismo passa os dias inteiros a reclamar, com inveja, pensamentos negativos e em descontentamento está a vibrar muito baixo e vai atrair mais motivos para vibrar no negativismo.

Se na sua vida apenas se manifestam coisas negativas, significa que você está a vibrar numa polaridade negativa. Ao vibrar no negativo está a atrair negatividade para si através da lei da atração que nada mais é do que a lei da causa e efeito.

Existe um mar de pensamentos na nossa mente, porém, apenas alguns se materializam na realidade em que vivemos. Todos temos esse mar de pensamentos gerados que alimentam uma espécie de nuvem coletiva que Carl Jung chamava de INCONSCIENTE COLETIVO. É como uma egrégora. Existe uma egrégora de pensamentos positivos e existe uma egrégora de pensamentos negativos. Somos nós humanidade que alimentamos ambas.

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Percebe agora a importância de estar atento aos pensamentos e emoções que alimentamos dentro de nós?

Quer ser parte do problema ou da solução?

Se insistir em focar notícias negativas, se reclamar, se viver insatisfeito estará a fortalecer a polaridade negativa.

A mudança que quero ver no mundo tenho de a operar primeiro dentro de mim. Quando foca na polaridade positiva: listar diáriamente o que lhe faz sentir gratidão, contempla a natureza, eleva a sua vibração.

Normalmente as pessoas oscilam entre uma e outra polaridade. É importante ter consciência disso para manter o equilibrio.

Você tem dentro de si mesmo a chave mestra que abre todas as portas. Pare de ficar à espera que alguém lhe dê a chave para abrir essa fechadura. Pareeee!

É você que tem de achar a chave. É você que tem de  abrir com a chave. Pare de procurar fora de si. 

Há pessoas que se deixam levar mais pelo pêndulo universal da vida que outras. E porquê que é assim? Porque há pessoas que tem mais sabedoria, autoconhecimento, equilibrio interior.

Você é que escolhe! Agora está a descer uhuhu, daqui a pouco vai subir! O inverso também é verdadeiro! Não há mal que dure para sempre!

Não se deixe levar pelo ritmo do pendulo! Faça as pazes com o pêndulo! Ele está aí para o auxiliar!

Com a falta de compreensão vem o sofrimento. Quanto mais sofrimento na sua vida, maior a necessidade de crescimento e de mudança. Você já sabe que a seguir a uma fase percepcionada como boa virá outra percepcionada como má. Na realidade ela não é tão má assim. Ela veio para o auxiliar. Para o forçar a crescer.

Comece por limpar as suas memórias. Perdoar o seu passado. 

Deus não se fragmentou numa gota e a deu para si. Ele está em si na sua totalidade. Nós também somos co-criadores do nosso universo particular onde vivemos. Nós também somos Deus.

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O que faz o alquimista da mente se ele sabe que o movimento do pendulo é impossível de parar?

A vida tem uma impermanência. Tudo tem ritmo. Tudo oscila entre dois pólos. Nascer, crescer e morrer. Esta lei existe independentemente do que acredita ou acha justo.

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O alquimista da mente assume o papel do observador. Ele observa os eventos acontecerem e observa os sentimentos a surgirem como se fosse uma reação pavloviana. Os estados emocionais acompanham os eventos. Mas a sua versão mais elevada testemunha, observa o estado emocional mas... não se deixa envolver por ela. Ele sabe que tem uma hora que a agitação emocional deixa de se manifestar.

Você não é o seu estado mental. Você não é as suas emoções!

Através da força de vontade você pode transmutar as suas emoções através da lei da polaridade. O hermetista é aquele que vê o circulo a pegar fogo e observa tudo com um sorriso no rosto, pleno de piedade.

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Existem dois planos gerais de consciência - o vortéx

Um plano superior. Um plano inferior.

O Eu superior. O eu inferior.

Recuse-se de participar naquilo que está a ocorrer com baixa vibração. Todas as emoções são bem vidas mas estão de passagem e você não tem que deixar-se arrastar por elas. Aplique a lei da  neutralização.

Cada vez que sentir uma emoção negativa. Sai de dentro dessa  emoção - desacopla. E fica atenta. Observa. Ela vai passar...

Você não é o seu corpo nem a sua mente. Você a consciência que observa isso.

Evite também emitir julgamentos acerca dos outros. Você não sabe tudo acerca do outro. Cada pessoa está a fazer o melhor que consegue dentro da consciência que tem.

Quem não gosta do outro é o EGO - é a mente.

Procure estar no ponto zero. Daí a preciosa ajuda prestada pela meditação.

Se conseguir estar no ponto zero, você estará no vortéx. Acessará o seu eu superior onde existem todas as possibilidades que o seu Eu vivenciou ou sonhou. Não force. Não faça nada. Veja que imagens vem.

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Fonte: Caiballion e Livro de Mirdad