Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O Despertar da Mente

O Despertar da Mente

Pensamentos soltos acerca de responsabilidade, culpa e errar

EU SOU EU SOU, 02.12.20

erro.png

1.º A diferença entre ter culpa e ter responsabilidade

Ter responsabilidade é assumir as decisões que toma e as suas consequências, sejam elas pouco ou muito negativas. É um sentimento que nos impele a agir pois tem estas componentes:

-Identificar: olhar para o erro cometido;

- Compreensão: tentar percebê-lo (onde errei, o que fiz e não devia ter feito, quais as suas consequências);

- Solução: perceber que também é responsável por repará-lo (caso seja possível) ou por mudar alguma coisa para evitar no futuro repetir esse mesmo erro.

Já ter culpa é sentir remorsos e não conseguir sair dali. A culpa é estagnação pois conduz a pessoa a martirizar-se pelo que é um sentimento absolutamente inútil.

Assim, no futuro em vez de usar o termo "eu sou culpada por" ou "a culpa é minha", procure usar antes " eu sou a responsável"  ou "a responsabilidade é minha". E depois disponha-se a agir para minimizar as consequências do seu erro e também a aprender o necessário para que não ocorra repetição no futuro.

2.º Assumir os próprios erros é sair da vitimização

Somos educados a pensar de forma separada: nós e os outros. Isso é verdadeiro na dimensão física ou material onde vivemos (a matrix), porém, no mundo energético e espiritual simplesmente está tudo ligado entre si, estamos todos ligados uns aos outros por uma teia invisível.

E de que forma isto se relaciona com o errar, a culpa e a responsabilidade?

Quando algo de negativo ocorre na nossa vida resultante de um conflito com alguém (discussão, divórcio, despedimento, processo em tribunal), quase todos nós criamos uma narrativa interna do que acabou de ocorrer. Nessa narrativa tendemos a procurar responsáveis (muitas vezes culpados) do sucedido e acentuamos o separatismo nós e os outros... Nós vítimas (ingénuos, fragéis, sem maldade)  e os outros mauzões sem escrúpulos que nos fizeram mal. Nem nós fomos tão santos assim, nem os outros porventura tão maus assim como os pintamos... Se não nos soubermos perdoar e aos outros vamos viver atormentados e sem paz e harmonia interior.

Esta tentativa de culpar os outros esconde sempre a triste realidade de que somos nós que na verdade nos sentimos culpados. Somos nós que paralizamos no sitio escuro e doloroso da recriminação...E que não nos perdoamos. Se nos perdoarmos conseguimos perdoar aos outros. E perdoar não é passar uma borracha ou fingir que não aconteceu. É libertarmo-nos desse acontecimento e prosseguirmos com a nossa vida.

Como pude acreditar nesta pessoa? Como permiti determinada coisa? Porquê que me fizeram isto? - esta é a armadilha da culpa e da vitimização. A maioria de nós nunca teve ninguém a explicar a diferença entre ser responsável e culpado.

Mas para sairmos desta vitimização temos de tentar perceber a parte dos outros e também a nossa parte nos eventos decorridos. Negar a nossa própria responsabilidade em qualquer acontecimento é negar a possibilidade de crescer em maturidade e de transmutar emoções. Assumir a nossa própria responsabilidade é também APRENDER COM OS ERROS. É um ato de humildade e deve ser feito sem culpa.

3.º Ver o ponto de vista do outro não é validá-lo, aprová-lo ou compactuar com o mesmo

Tudo se resume a uma questão de VALORES. O que é importante para si, pode não o ser para  outras pessoas. Lembre-se que nós pensamos e atuamos em função daquilo em que acreditamos.

Assim, a maior parte dos conflitos tem subjacente conflitos de valores. Saiba aceitar o comportamento do outro mesmo que não concorde com o mesmo. Claro que há sempre comportamentos que são moralmente inaceitáveis, por mais humanismo e positivismo que usemos.

Porém, num conflito há sempre pelo menos duas partes... Duas versões dos acontecimentos, duas opiniões... Não existe apenas a nossa.

E lembremos que neste mundo nada é 100%. Quanto muito será 99.99999%.

Recordemos  para concluir alguns pressupostos da PNL que se relacionam com este tema:

TODO O COMPORTAMENTO TEM UMA INTENÇÃO POSITIVA (todas as atitudes humanas tem subjacente uma intenção positiva para o próprio).

O MAPA NÃO É O TERRITÓRIO ( a forma como vemos a realidade não é a realidade em si mesma).

AS PESSOAS FAZEM A MELHOR ESCOLHA QUE PODEM NO MOMENTO,DE ACORDO COM SEU MODELO DE MUNDO (compreender que nem você é melhor que o outro nem o outro é melhor que você).

O VALOR DE UM INDIVIDUO É CONSTANTE ENQUANTO O SEU COMPORTAMENTO PODE MUDAR (o valor de cada um é intrínseco e não depende do seu comportamento).

A culpa petrifica mas a responsabilidade mobiliza a se reparar o erro. A culpa pode ser considerada uma auto-condenação sem perdão que justifica e muitas vezes reafirma que não existe nada mais a fazer mas enquanto não nos movimentarmos para amenizar o erro, não haverá diminuição da pena e muito menos absolvição. O inferno começa em vida para todo aquele que erra e não reconhece a culpa.

 

Palavras ou atos

EU SOU EU SOU, 29.11.20

Olá! Como estão?!

Tenho andado meio afastada deste cantinho que tanto prezo porque tive a necessidade de priorizar outros aspectos da minha vida, designadamente, o descanso, o sono, as leituras, as caminhadas... Com os dias mais curtos, sinto que me afastei do contato com a natureza que é tão importante para o meu próprio equilibrio e tenciono corrigir isso na medida do que me é possível fazer, aproveitando os almoços para dar uma volta ao parque da cidade e aos fins-de-semana passeio junto ao mar...

A situação da pandemia do covid também tem-me causado desgaste dado trabalhar com público e todos os dias ter de vencer os meus receios para trabalhar e ter de falar com máscara também é muito cansativo - um desgaste extra a juntar a outros mais inerentes à minha atividade profissional...

Há dias falava com uma amiga acerca do cansaço que normalmente sinto nesta altura do ano, e que durante muitos anos nem apercebia conscientemente, mas agora que estou nos "entas" se sente mais... Ela disse-me que nesta altura do ano, devemos "hibernar" um pouco pois com o frio é mais aprazível dormir um pouco mais, estar no quentinho da cama, e diminuir os hobbies e agitações para poupar energias... A própria natureza abranda o ritmo e recolhe... Faz-me muito sentido!

E é isso mesmo que passei a fazer! E  sinto-me bem melhor em termos energéticos!

Creio que mais uma vez estava a teimosamente tentar "fazer as coisas à minha maneira" e isto "como se o mundo fosse acabar amanhã"! Sou de facto uma pessoa de ação, mas sou um ser humano e não uma máquina e não posso esquecer as minhas próprias necessidades e os meus próprios limites. 

Neste momento a minha prioridade vai mesmo para o descanso, o convívio familiar (possível), o meu crescimento pessoal (nesta altura do ano é fundamental fazer um balanço e definir novas prioridades e metas) e o retemperar de energias... Tudo isto requer tempo e tempo livre é algo que tenho pouco.

Passarei a vir aqui duas vezes por semana e tentarei que seja à quarta-feira e ao domingo. E assim será até janeiro... Depois reavalio!

palavras ou atos.jpg

Isto foi uma das minhas maiores aprendizagens na vida... Como sou faladora e expresso em linha muito direta o que penso (sem filtros) durante muitos anos (décadas da minha vida) julgava que as outras pessoas eram também assim como eu... Que engano! Que ingenuidade!

Assim, presentemente prefiro pensar como neste excerto. Obervar, observar e observar...

Raras são as pessoas que são congruentes entre o que dizem e fazem... Mas isso é muito fácil de detetar, basta para isso que escute mais, fale um pouco menos e mantenha os olhos bem abertos!

 

 

 

Aparências e verdades

EU SOU EU SOU, 23.11.20

aparencias.jpg

Será mesmo assim?

De que verdades falamos?

Quais são as suas verdades? (valores, pensamentos, atitudes, hábitos, crenças limitadoras e crenças potenciadoras).

Haverá uma Verdade Absoluta que se sobrepõe às verdades individuais de cada um... É o caso das leis universais que regem o universo. Elas existem quer concorde ou não com elas e quer acredite ou não nelas! E estão presentes em tudo desde a partícula mais pequena... Você irá sentir o peso dessas leis ao longo da sua vida sob a forma de: DESAFIOS/DORES/FLUÊNCIAS/INSPIRAÇÃO.

E depois haverá tantas verdades individuais quantas pessoas há neste mundo - e todas elas valorizam aspectos diferentes... que terão a sua própria validade, porém, relativa...

Falamos de viver em verdade consigo mesmo... Será que viver em verdade consigo mesmo traz mais felicidade do que viver de aparências como a generalidade das pessoas deste mundo?

A felicidade interior de que falamos vem da congruência. Congruência entre o que pensa, faz e sente. Sempre que atua sem congruência causa sofrimento a si mesmo desrespeitando-se.  Este aspecto é muito importante e há até quem o leve muito, muito a sério, estando mesmo disposto a morrer se necessário for, mas não abdicar do que é importante para si: Gandhi, Mandela...

Muitas outras pessoas fazem tantos compromissos com a sociedade e com coisas em que não acreditam que acabam por se perderem por completo... Já nem sabem quem são! Para onde querem ir! Vivem robóticamente e não são minimamente felizes.

Não podemos ter tudo! Temos de fazer opções, e ao fazer opções abraçamos umas coisas e abdicamos de outras. Se para si for importante ser verdadeiro consigo mesmo, saiba que poderá ser um caminho cheio de desafios, pois o mundo não está "preparado" para si!

Existe até uma certa ironia latente neste pensamento que hoje resolvi partilhar, pois eu nunca vi uma pessoa pensar divergente da maioria e ter uma vida de felicidades/ facilidades! Sim, muitas vezes associamos felicidade a facilidade. E ser feliz não é ter facilidades. É ter sabedoria para enfrentar tempestades...

E no entanto, ESTE é o caminho a seguir - o único que traz felicidade da Verdadeira. Aquela que vem de dentro e não de bens materiais, titulos profissionais ou sociais...

Com isto, importa fazer umas considerações finais: ser autêntico num mundo de fingimento não é uma tarefa fácil. Requer "jogo de cintura"... a não ser que queira mesmo "partir tudo" e depois ficar preparado para colher as consequências dos seus atos! Não porque esteja  necessáriamente errado mas sim porque não soube avaliar o impacto das suas ações.

Seja verdadeiro mas não seja ingénuo.

Ser verdadeiro consigo mesmo pode até fazer sentir-se em paz consigo mesmo, com os seus valores e com o que é importante para si, pode até abraçar uma certa sensação de liberdade, mas será que isso será verdadeiramente valorizado e aceite pela generalidade das pessoas? Não é!!! Certamente no mundo em que vivemos no presente não é... mas será um dia no mundo do amanhã! Portanto, aceite alguma falta de popularidade no presente...

Sem dúvida que é mais fácil ceder à "pressão de fazer como os outros"... Mas você não é como os outros! Você veio com a semente da mudança!

Tenha coragem e seja  também muito assertivo a "jogar o jogo da vida"!

 

Que bom que é...

EU SOU EU SOU, 18.11.20

memories.png

... DE INVERNO...

... Chegar ao conforto e abrigo da nossa casa após um dia de trabalho...

... Ser recebida por dois cães energéticos e carinhosos: lambedelas, "abraços", convites para brincar com a bola...

... Dar um beijinho ao marido e falar um pouquinho...

... Beber uma bebida quente (leite, chá, cacau...) comer uma torrada com manteiga, sentar e... respirar!

... Sentar ao computador e escrever no blogue e depois seguir para mais um curso on-line maravilhoso da plataforma UDEMY...

... Que bom que é relaxar, apreciar o silêncio, encontrar-me comigo mesma!

Boa quarta-feira!

 

 

DEVA e BUDA

EU SOU EU SOU, 17.11.20

buda-deva-banner.jpg

 

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte diálogo:

O Deva:
– Qual é a espada mais cortante?

Ao que Buda respondeu:
– A palavra raivosa é a espada mais cortante.

– Qual é o maior veneno?
– A inveja é o mais mortal veneno.

– Qual é o fogo mais ardente?
– A luxúria.

– Qual é a noite mais escura?
– A ignorância.

– Quem obtém a maior recompensa?
– Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.

– Quem sofre a maior perda?
– Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.

– Qual é a armadura mais impenetrável?
– A paciência.

– Qual é a melhor arma?
– A sabedoria.

– Qual é o ladrão mais perigoso?
– Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.

– Qual o tesouro mais precioso?
– A virtude.

– Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?
– Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.

– O que atrai?
– O bem atrai.

– O que repugna?
– O mal repugna.

– Qual é a dor mais terrível?
– A má conduta.

– Qual é a maior felicidade?
– A libertação.

– O que ocasiona a ruína no mundo?
– A ignorância.

– O que destrói a amizade?
– A inveja e o egoísmo.

– Qual é a febre mais aguda?
– O ódio.

O Deva então faz sua última pergunta:
– O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?

Buda respondeu:
– O benefício das boas ações.

Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.

Não desistir por esperança

EU SOU EU SOU, 16.11.20

cora coralina.jpg

Que pensamento maravilhoso e profundo de Cora Coralina!

Creio que aqui ela resume de uma forma simples e direta os motivos para não desistirmos... Para não desistirmos de viver, de acreditar, de amar e para não desistirmos de nós próprios!

Resumidamente:

- "ver mais chão" que cansaço das pernas - no fundo não deixar que o cansaço proveniente das dificuldades do momento presente retire de vista, as metas a alcançar ou os propósitos de vida a seguir;

- "mais esperança nos meus passos que cansaço nos meus ombros" - ser movido pela esperança de alcançar e não se subjugar pelas dificuldades, obstáculos e "pesos" que muitas vezes temos de carregar. Quando deixa-mo-nos subjugar a isso, deixamos de acreditar - sobretudo em nós e nas nossas capacidades e talentos. Ao fazê-lo condena-mo-nos a uma vida menor (não tem necessáriamente a ver com prosperidade financeira, vai mais longe que isso);

- "mais estrada no meu coração que medo na minha cabeça" - a chave que abre tudo é mesmo o nosso coração e não a nossa cabeça, como somos levados a crer pela educação, pela aculturação em sociedade. É a nossa mente que nos conduz ao engano, ao erro, à decisão mal tomada...

Ahhh, e vem já pessoas lerem isto e pensarem "Então e as decepções amorosas? A pessoa entrega o coração à outra pessoa e depois... Pimba! Monumental decepção!". E eu pergunto será que optou por essa pessoa mesmo, mesmo, mesmo pelo coração?

Será que não foram os estereótipos da mente que a/o levaram esse relacionamento (uma certa noção física e psíquica do homem ou da mulher ideal)? 

Será que ignorou "sinais" de que deveria estar atento/a a essa pessoa e internamente encontrou desculpas para falhas no comportamento ou no caracter dessa pessoa? - Isto é um processo mental de autosabotagem...

Será que estava preparado/a para um relacionamento? Já se conhece relativamente bem? Tem uma noção do tipo de pessoa que quer a seu lado? Sabe o que está disposto a aceitar ou não? 

Se respondeu que não à maioria destas questões... Procure primeiro criar uma relação consigo mesmo/a antes de se relacionar com alguém...

Não desista!

 

Transmutar só é possível se souber aceitar

EU SOU EU SOU, 13.11.20

Ontem, falamos da importância de saber aceitar as circunstâncias e os outros... Porém, e quando as circunstâncias são mesmo trágicas como uma morte de um ente querido ou até de vários, uma doença terminal, uma doença degenerativa, uma violação?!

Será mesmo possível alguma vez aceitar experiências assim tão dolorosas e impactantes?!

Será que nestes casos falarmos de aceitação não soa a ofensa e desrespeito pela dor alheia?

Recordemos Louise Hay cuja vida pontuada de desafios marcantes (vítima de violação, gravidez na adolescência, divórcio e de cancro) foi um testemunho de superação de grandes desafios. Uma pessoa que indiscutívelmente se recusou refugiar num papel de vitima e que deixou um legado maravilhoso de livros, cursos, palestras onde partilhou a sua sabedoria.

Recordemos Steve Hawkins - o astrofísico e cientista britânico - que mesmo tendo esclerose lateral amiotrófica (ELA) produziu descobertas científicas, deu aulas e palestras, escreveu livros, teve filhos, dois casamentos...

O que terão estas pessoas de especial? Porquê que para elas foi possível uma vida com propósito e para muitos outros não?

Falemos de aceitação. Sim, há que aceitar também nestas situações profundamente dolorosas e pelas quais tenho o maior respeito. Há que aceitar a perda, o ato violento, a dor. Negar eventos muito fortes, leva à inconsciência e à fuga da realidade... Mais cedo ou mais tarde o emocional vai operar os seus estragos - vai bloquear a pessoa por completo! Vai impedir a pessoa de ter uma vida alegre e maravilhosa, como todos merecemos.

Sim, por vezes a vida trás desafios muito dolorosos. Sim, coisas más ocorrem a pessoas boas - logo coloquemos de parte a questão do merecimento. E coloquemos também de parte apreciações de cariz moral.

Então e as questões kármicas? Estarão essas pessoas ( e todos nós) a espiar nesta vida erros e falhas de outras vidas passadas?

Pode muito bem ser... Pode ser a experiência que necessita de viver para orientar a sua vida noutra direção ou para descobrir o seu propósito de vida... 

Explorar o porquê é em parte infurtífero pois a nossa capacidade de compreensão só vai até a um determinado ponto. Pode também ser massacrante e contribuir para perpetuar o estado de negação.

Aconteceu, está acontecido e não tem jeito de desacontecer!

Não é o mal que nos acontece que importa de verdade, é antes aquilo que somos capazes de fazer com o mal que nos ocontece.

Por tudo o que venho partilhando acerca deste assunto, concluo por agora com o seguinte: não existem soluções mágicas que nos impulsionem à transformação pretendida... Falo mais em termos de não ser possível fazê-lo num instante, de um momento para o outro, num piscar de olhos...

É mais um processo de crescimento contínuo ao longo da nossa experiência de vida temporáriamente humana...

Mude por si.jpg

Bom fim-de-semana!

 

 

 

 

Como transmutar sentimentos e aprender a ACEITAR

EU SOU EU SOU, 12.11.20

Conformismo e inconformismo.

Transmutar sentimentos.

Aprender a aceitar...

Uuuuiii este tema dava pano para mangas! E tanto é assim que já o venho abordando há uns tempos aqui neste blogue de uma forma suave e progressiva... Começarei de propósito pelo final - A ACEITAÇÃO- porque sem aceitação nunca poderá existir transmutação!

Se calhar, a noção de aceitação tem de ser revisitada e confrontada com outros termos aos quais aparece muitas vezes, e erradamente, associada como o conformismo, a tolerância (no sentido passivo -compatuar)...

Frequentemente se confunde ACEITAR com CONFORMISMO.

Quando em desenvolvimento pessoal falamos em aprender a aceitar fatos e pessoas, falamos essencialmente de alcançarmos uma paz e harmonia interna imprescindíveis para vivermos uma vida autorealizada como sempre sonhámos. Falamos em "esvaziar a mente" de eventos negativos do passado aos quais nos apegamos, consciente ou inconscientemente, e que nos impedem de viver uma existência mais plena. E como podemos avançar com as nossas vidas se as nossas mentes continuam presas ao passado?

Ora, se vivermos atormentados de sentimentos negativos e de baixa vibração - sendo que o medo é o principal de todos- nunca teremos uma existência feliz e realizada. Na verdade, viveremos uma situação de enorme desgaste pessoal de energia, de tempo e de ... vida!

Significa isto que devemos aceitar tudo?!

Aquilo que não depende de nós, devemos saber respeitar, e sim, aceitar. Claro que isso, não significa que vamos concordar, aprovar, compatuar ou fazer igual. É algo do tipo:"OK. Então é assim que tu pensas... Discordo mas respeito a tua posição." 

Significa também que não vamos cair na armadilha de tentar mudar o outro. Ninguém muda assim, só porque queremos ou desejamos! As pessoas só mudam se elas próprias o quizerem, se estiverem preparadas e se se disporem a fazer o necessário para se transformarem.

E isso é fácil? Claro que não é fácil! Mas é possível... Requer é autodisciplina e a maioria das pessoas sofre de preguiça mental... Pensar dá trabalho! É mais fácil seguir opiniões alheias, outras pessoas do que colocar os próprios neurónios a pensar!

A mim pessoalmente, ajudou-me imenso entender que o que está em mim eu posso intervir e transformar com resultados concretos e o que está fora de mim terei que aprender a aceitar. Desperdicei muito tempo da minha própria existência a tentar mudar outras pessoas, a tentar provar que tinha razão, a tentar provar que era boa o suficiente. Só quando frequentei formações na área do desenvolvimento pessoal e psicologia positiva, compreendi que o meu foco estava errado. O meu foco era externo e para sermos mais felizes devemos ter um foco interno.

Neste post  (cliquem na palavra post -podem ler ou reler pois complementa o atual) apresentei aspectos em que podemos ou não ter um certo grau de controlo e de intervenção. 

Aceitar também não é tolerar tudo e mais alguma coisa, muito pelo contrário. Claro que tem o direito de estabelecer limites nos seus relacionamentos e nas ações dos outros! Mas se os outros optarem por desrespeitá-lo e ignorá-lo evite deixar-se abater por isso! Pergunte-se! Pergunte-se sempre! De que forma eu me desrespeito ou ignoro?! Lembre-se que os outros apenas são espelhos de nós próprios!

Saiba que  quando você dá ao outro o direito de ter uma opinião própria, também confere a si mesmo o direito de ter a sua própria opinião, e ao invés de correr atrás da necessidade de argumentar e de "provar que tem razão", concentra-se mais em viver em congruência com o que pensa, sente e faz, deixando para o outro esse mesmo direito! Simplesmente, deixa de se preocupar com o que outro pensa, sente ou faz porque não lhe compete e não lhe pertence! A si somente lhe compete e pertence a sua parte, entende?

Que tipo de pensamentos alimenta? Se calhar, não está habituado a reflectir acerca disto...

Está atento aos seus sentimentos? Se calhar está mais atento ao que os outros dizem ou fazem...

Atua em conformidade com o que pensa, sente e fala? Se calhar pensa uma coisa, sente outra e faz uma terceira completamente diferente!

Ser congruente é o caminho da libertação do EU! É o encontro com a sua verdade própria que difere da verdade dos outros no mundo. Todos somos uma parte de um puzzle e todos temos a nossa "razão"!

Assim, da próxima vez que estiver num conflito, numa situação desafiante, procure  manter a sua racionalidade e a sua congruência e verá que independentemente do desfecho da situação, se sentirá muito em paz no final... Quase aliviado!

Já viu o peso que vem carregando na sua cabeça?!

O post vai longo... Vou desdobrando este tema nos próximos posts. 

Evoluir.jpg